segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Não quero falar mais!



Tomei um suco um dia desses com um amigo e percebi que ele desligava a todo instante o celular quando era uma ligação específica. A conversa prosseguia, assim como a insistência da pessoa do outro lado. Eu sou sincero: Tenho irritação com essas coisas. Eu levei anos apurando minha conduta para não ter amarras que eu não possa atender na frente dos outros, não é uma questão de ser “santo”, não quero ter obrigação com quem não sente nenhuma comigo! Não perguntei nada, mas ele apressou-se a dizer: – Não preciso atender, não quero falar agora... É uma pessoa que eu não pretendo falar tão cedo! Não é a primeira vez que ouvi, nem será a última, compreendo que tem coisas que só se resolvem na espera mesmo,mas fica no ar a sensação que o café já esfriou, porém alguém ainda convida para a conversa se estender...Sempre existe uma palavra a mais para ser dita. Fora isso, tem aquilo que não é visto, é o desdém daquele que não atendeu, já vi diversos casamentos assim, a pessoa fora da vista, parece que nem existe; não estão brigados, mas é como se fosse, uma separação de interesse quase que infinita.A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, telefone e texto

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Divagações por um dia.



Ame sem ser amado... Sim, para saber na pele a dor da trapaça que é mendigar atenção. Explique-se melhor todos os dias... É uma regra que salva de decepções. Ninguém em sua maioria dá a mínima para você. Sem os outros, você é só você. Entendeu o sentido da solidão?  O inferno existe! Você faz parte dele. Sem divagações, somos um mero texto com começo e fim péssimo. Concordo que à vezes estamos perto de nos perdermos, mas sem arriscar falar a verdade, só vivemos em mentiras. Eu quero fazer tudo certo, eu quero, não sei se consigo...
Acontece com todos: A gente sabe que só falta um detalhe, mas é dentro desse detalhe que se passa um século para acontecer.
Nunca me arrependi de ter dito que gostava, até porque fingir que gosta eu já sei como é, é frio...

A pessoa perfeita.

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Eu tenho comigo que todo mundo esconde algo. É, como casa, nosso imóvel de morada. Ninguém conta tudo que acontece dentro da sua casa. Nem revela que coloca prego na maçaneta, cola a tampa do vaso com Durepox, pinta o mofado da parede com tinta nova, mas não conserta o vazamento; tem pia entupida, etc. Você só descobre quando vai usar o imóvel da pessoa; daí que vem aquela comoção: - Nossa o sanitário entupiu? – Foi! – Já era!
A pessoa perfeita deixa de ser, porque dentro dela tem aquilo que é algo de bagunçado, pertencente a todos os seres humanos que acumulam coisas. Nós, acumulamos objetos na nossa casa que nem mais usamos, assim é nossa vida pessoal e íntima. Tem dentro daquela pessoa anos e anos de sentimentos, revoltas, mudanças, sorrisos e tristezas, todos guardados em baú da cor do tom que assimilamos nessa vida. Mas, nossa apresentação é como se fôssemos casa nova. Revelamos a frente, longe da porta, onde quem vê, só pode saber o que tem dentro quando é convidado.
Assim como não existe a pessoa perfeita, não existe a casa perfeita sem uma mínima necessidade de se adequar e mudar os móveis de lugar, trocar a mobília, comprar coisas novas, nos reinventamos e repetimos isso na casa.
O prego na maçaneta é o ex dela, o sanitário entupido são seus medos, suas neuras, receios e limitações pessoais, quando você atinge isso, e passa incólume sem perder a vontade de ir embora, já pode usar o banheiro para o número 2.

Eu e a UBER.

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Um dia desses precisei pegar um UBER para trabalhar, quando ele chegou, o motorista era uma mulher, uma jovem senhora por sinal, de sorriso largo, pediu logo para eu colocar o cinto. – Do tipo mandona!
No trajeto, após uns dois semáforos, ela resolveu falar comigo... Não sei por que, escolheu coisas da sua vida de casada... Devo ter cara de divã?
- Tu és casado? – Já fui, respondi...
- Pois é: sou casada, estou trabalhando no UBER porque estou desempregada. Este é meu carro, meu marido tem o dele, trabalha com outra coisa, decidi que usaria o meu carro para ganhar algum... Acenei com a cabeça, entendendo os motivos, arrisquei dizer: - Muito bem!
- É assim, ó, meu esposo tá puto comigo! Disse que sou muito dada para falar com o mundo todo, não gostou nada disso!
Acelerou o carro até gritar o motor
- Depois, ele acha que UBER é coisa de homem, um machista que eu casei.
Deu outra arrancada, desta vez segurei no banco.
Agora deu para me ligar o dia todo, perguntando quantos homens entraram, quem era, se eram bonitos, um saco isso!
Fez uma curva de piloto de formula 1!
- O pior que a gente acaba percebendo que casou com um tirano!
Acelerou na terceira até gritar!
Na minha cabeça era a desforra! A cada comentário, o pé cobrava do pobre do carro respostas, pois a boca não parava de tagarelar, eu nem mesmo estava sendo usado como conselheiro, só escutava e rezava para chegar logo. Contei 4 sinais amarelos cruzados, duas fechadas de trânsito e umas dezenas de buzinadas.
- Eu já disse a ele que isso não é vida, talvez me separe, moço... O que o Senhor acha? – Acho que já cheguei no meu destino moça, e a salvo!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Governador da Paraíba negociando dinheiro (áudio liberado)


Para quem não viu ou ouviu um político negociando propinas, eis uma aula de como se fazer, ou não fazer né....
Quando é escrito, a gente tende a pensar que algumas coisas foram exageradas, mas quando é a própria pessoa falando, você percebe que só receber o salário por mês não basta! Tem de ter uma mesada a mais. Tem de levar algum por fora na implementação de um serviço. Até quando vamos tolerar isso? Até quando vamos deixar a assembléia prostituir a dignidade do povo paraibano?
No mesmo dia, à noite os 25 deputados eleitos pelo povo paraibano, foram em votação secreta, isso mesmo... votação secreta libertar uma das cabeças da organização! Será que elegemos deputados para proteger criminosos? Será que elegemos pessoas para nos roubar? Colocamos raposas no nosso galinheiro?

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Anulando pessoas


Uma conhecida, uma vez contou-nos numa roda que estava namorando, todos abriram sorrisos e fizeram gozações, naquele tipo de gozação do bem, de contentamento que uma encalhada havia encontrado o gosto pelo namoro. Contudo, ela contou um trechinho de um diálogo com seu recente namorado que eu senti bem fundo o seu começo de descontentamento, ela disse: Ele me perguntou se eu tomava vinho, se bebia alguma coisa, eu disse que não, mas ele respondeu: Vou te fazer gostar!Resultado de imagem para dominadores
Dizer “vou te fazer gostar”, é tudo que não se diz nesta vida, nem na outra; sendo você uma pessoa do bem, não vai querer amarrar alguém aos seus gostos pessoais. É condenar para sempre a ter que gostar do que você gosta. Ou o mesmo que tratar outro como objeto anulativo. É a historinha da mulher que só comprava biscoito naquela mesma padaria porque vinha recheado com gotículas de goiabada, todavia, ela sempre queria mais, até que um dia foi reclamar com o dono da padaria: - Sr. Manoel, o senhor poderia ser menos amarrado e colocar um pouco mais de goiabada neste biscoito? - Ele ouviu isso na frente de todos e consentiu meio sem jeito com a cabeça...
No dia seguinte, lá estava para ela um pacote de biscoitos “especial” recheado de goiabada, pronto para ser comido ao seu gosto. Pois bem, a moça levou para casa e comeu, no dia seguinte também, mas lá pela quinta vez, estava enjoada do biscoito, achava-o doce demais, repugnante, mas com medo de pedir que o Sr. Manoel voltasse atrás na sua demanda, ficou comendo até que um dia, tomou coragem e disse: (Agora em tom humilde) -  Sr. Manoel, volte a fazer seu biscoito para mim, como era antes? O senhor tinha toda razão, a sua receita era a melhor de todas, eu na minha forma egoísta de pensar, queria que o seu jeito, fosse o meu jeito, me perdoe? Assim foi com a minha conhecida, o recente namorado, achava-na incompleta sem antes conhecer seu real valor. Como somos constantemente habituados a desvalorizar e modificar as pessoas para depois descarta-las, dizendo que não são mais os mesmos...
O namoro não durou 5 saídas.

Ligação rejeitada

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Tocar uma vez é coincidência, mas, pode ser também uma necessidade casual. Porém tocar duas ou mais é posse.
Se já aconteceu com você do “ex” dela ligar mais de uma vez é indicativo de sentimento de posse que pode ser reciproca ou parcialmente reciproca. Gente totalmente alforriada não deixa que “ex” alguma coisa domine suas folgas além do permitido. O espaço da intimidade não permite ligações fora do horário combinado. Muito mais quando o outro sabe que sua ex está aprendendo a ser feliz de novo. Ligações rejeitadas é outro sinal de culpa no cartório. A pessoa anda dando satisfações em demasia. Pessoas de juízo não ligam cobrando respostas há outras em baladas; isso é ciúmes, percepção de domínio da causa...Sabe que ainda manda e obtém o quer...

Mudar o mundo é mais fácil que a cabeça das pessoas individualmente

Resultado de imagem para cabeça vazia.


Outro dia, quiseram saber se era gay, por falar de coisas de “sentimentos”.
Eu disse: - Desculpa quebrar seu mundinho cheio de regras, mas eu sou louco por buceta! Não é porque falo com mulheres, ou sobre mulheres, sobre amor e medos, que preciso ser sensível como uma dama. Não é privilégio do gay, conhecer o universo feminino, basta ser observador e autocrítico.
Por sinal, muita gente nesta vida odeia quem perturba a ordem das coisas. Não sigo modelos pré-prontos. Não compreendo a bissexualidade como uma fonte de sexo. Para mim, continua sendo tudo como sempre foi - todavia a diferença está na cabeça e no conteúdo dela. Mulher bipolar não tenho menor interesse.
Tem homem que não compreende outro homem com cérebro; mas tem mulher que não tolera ser questionada, interpretada, observada e esmiuçada.
Acha que o cara é gay ou está no armário... Porque ele fala coisas sobre ela tão bem quanto fosse a própria.
Sempre amei a mulher sexualmente e será assim até o fim dos meus dias.
Algumas mulheres querem os homens monotemáticos, zumbis, verdadeiras amebas, para ser facilmente manipulado. Por sinal, é esta incompreensão que assola a vida das pessoas, mulheres empoderadas, exigentes, destinadas a dominar, procurando dominadores e trogloditas. Outro dia, o tema mais procurado nas redes sociais era o termo “sugga-daddy”, uma maioria fala de poder feminino, mas corre para a segurança do homem que banca a mesma. Ser homem é: ser, sobretudo inteligente o suficiente para não ocorrer nos excessos do machismo; nem tão pouco sair do seu modo natural e afrouxar sua posição masculina a ponto de perder sua individualidade.

Sua incapacidade de ser infeliz sozinho.


A grande maioria das redes sociais exibe algo que dá ilusão que todo mundo é feliz. Veja uma selfie, quem vai para a selfie, vai para dizer que está feliz. A foto é uma amiga, coloca todos em um quadro só. Mas, vá para a mesma festa e reconhecerá pessoas isoladas, afastadas ou propositalmente afastadas porque não se encaixam. O mundo gosta de reunir pessoas de mesma igualdade, para não ter que justificar que existe diferenças entre umas e outras. Quando somos infelizes? Quando descobrimos que outros estão tendo sucesso na vida. Já reparou que em uma favela, a felicidade parece ter mais festas e mais sorrisos? A pessoa não tem muito, mas também ninguém tem também ao seu lado, daí que a preocupação da grama do vizinho ser mais verde se dissipa.
Nossa infelicidade, vive se retroalimentando da inveja. Usamos as redes sociais para maquiar essa inveja. Até porque, você não vai evitar que um parente, amigo ou pessoa que você admira, torça o nariz por algo contra você. Queremos ser admirados, provavelmente queremos ser admirados muito mais pelas pessoas de sucesso... Desprezando os que são iguais a nós, porque eles não são merecedores de inveja. Resumindo: ficamos deprimidos quando descobrimos a felicidade estampada no outro. Daí, corremos para achar gente na nossa condição, para então encontrar a tal da felicidade.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Peixes-pênis





Após uma tempestade, a praia californiana de Drakes Beach, nos Estados Unidos, apresentou um cenário surpreendente. A forte chuva levou milhares de "peixes-pênis" para suas areias. Em inglês, o estranho animal também é popularmente conhecido como fat innkeeper worm ("verme gordo hospitaleiro", em tradução livre).

Esses animais invertebrados (cujo nome científico é Urechis caupo) vivem em tocas em formato de "U" no fundo do mar. Biólogos acreditam que a tempestade expulsou as criaturas de seu habitat natural. Os peixes-pênis medem entre 20 cm e 50 cm, vivem cerca de 25 anos e alimentam-se de plâncton, bactérias e outras pequenas partículas presentes no mar.

Eles são chamados de "hospitaleiros" por dois motivos. Em primeiro lugar, eles dividem seus alimentos com "hóspedes" em suas tocas. Isso porque, ao se alimentar, o peixe-pênis desperdiça grandes partículas de comida, que acabam sendo consumidas por outros organismos. Além disso, suas tocas são usadas apenas temporariamente, sendo ocupadas depois por outras criaturas marinhas.

Apesar da aparência esquisita, os peixes-pênis são considerados iguarias no Japão e na Coreia do Sul. Eles geralmente são consumidos crus com apenas sal e óleo de gergelim, ou com uma pasta de pimenta vermelha conhecida como gochujang. Quem já degustou o verme disse que é ele consistente e salgado, além de também apresentar algo de surpreendentemente doce em seu sabor.

Minha torre...

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, nuvem, céu e atividades ao ar livre
Quando era pequeno, eu tinha uma laje para me assegurar dos medos.
Tudo que acontecia comigo, de bom ou de ruim, corria e subia bem alto. Nas vezes que antecedia uma surra, lá estava eu a pensar como entrar em casa.Quando queria chorar, subia para esconder minhas lágrimas.Cansei de fugir à noite para ficar na minha laje. No inverno, ela molhava, mas eu me sentava no cantinho dos cantinhos mais secos. No outono, ela assoviava pelo forte vento que soprava ao sul, na primavera, tinham as folhas que se deixavam serem trazidas pelas arvores que mudavam de planos. Mas, no verão... eu a fazia de piscina... Enchia latas e latas e tomava banho e jogava água nos outros que passavam debaixo.
Era só minha! Cansei de ganhar batalhas duríssimas dos moleques que queriam invadir minha fortaleza. Planejava guerras, municiado de mamonas e estilingue, eu a defendia com orgulho de sozinho ser dono de uma laje. Através da laje, eu aprendi a subir em árvores, comer manga, goiaba, jaca, abacate e tantas frutas que nem lembro mais. Sobre minha laje, eu contava estrelas... minha mãe advertia que nasceriam verrugas...Eu também acreditava que Deus sabia brincar. Lá na minha laje eu aprendi a orar uma oração que contava histórias do coração. Ouvia minha mãe reclamar das roupas no varal, atiçava meu cachorro a latir, enxergava ao longe meu pai chegar, e descia mais rápido que nem balava podia pegar.
Eu já fui menino que sabia subir em laje.