sábado, 26 de março de 2016

Mulher não se domina se conquista

É antropológico: mulher odeia ser mandada. São séculos e séculos de opressão. Não dê corda, que já cheira a forca.
Que aconselhe, não emplaque uma ordem. Que ofereça um palpite, este é despretensioso como um assobio, é soprar uma melodia e permitir espaço para que ela complete a letra. Finja que está no chuveiro – menor o risco de se afogar. Fale cantado. Quem canta nunca será um ditador.
Quem não encheu o pulmão para desabafar “você está louca!”, com aquele grito catártico, que serve como elevador para todo o prédio? Eu confesso, mais de uma vez. É novamente afirmar que ela não tem domínio, que nem sabe o que está falando e menosprezar sua opinião. Pode até ser louca, mas não chame de louca, senão ela não vai recuperar o juízo. Na história do pensamento, quantas mulheres foram enviadas para o hospício devido a sua autonomia? Quantas receberam eletrochoque ou sofreram lobotomia em função da independência de estilo? edia para caçar uma gafe. Cansei até captar o sinal. O homem ainda tenta melhorar sua imagem com o bombril na antena.
Eu dizia “você tem que” a cada início de diálogo. Impositivo, não agia por mal, era um hábito, buscava convencer com “você tem que”. Parecia que tinha a solução dos problemas do mundo. Persuasão é a sedução para quem não tem paciência. Meu caso; não cuidava da linguagem e depois estranhava o silêncio dela. “Você tem que” é um mandado de segurança. É atestar que ela não desfruta de condições de conduzir a própria vida. Virava um segundo pai, determinando suas atitudes. Fugia da cumplicidade, vinha com os mandamentos e as condicionais de comportamento para que merecesse a mesada.
O homem não botou na cabeça que a fragilidade da mulher não é dependência. Ela não precisa ser protegida, e sim respeitada. Existe uma diferença aguda no tratamento. Depois que ela fica braba não adianta remendar. Emerge um pânico das cavernas, o receio de ser puxada pelos cabelos e pelas palavras. Igual é chamá-la de louca no meio de uma discussão.
E para finalizar não diga no meio de uma discussão acalorada: " acalme-se meu amor", Porque é o mesmo que dizer : " Eu não creio no capeta, se o capeta existe ele usa saia"
Joana D’Arc não foi uma bruxa. Assim como vassoura não é para voar, é para varrer qualquer sujeira machista dentro de casa

Texturas de um tempo

As minhas texturas pela manhã de outrora
Quando criança caminhava para a escola raspando a mão nos muros. Pela textura, pelo cal, pelas heras, eu sabia se estava chegando ou não.
Conhecia cada muro da vizinhança como um degrau da própria escada de casa. Eu caminhava mais pelo tato do que pelos olhos. Assim, do mesmo jeito, o olfato me guiava.
Conhecia pelo cheiro a cerração das manhãs ou a luz alvoraçada da primavera. Identificava a floração e o pólen das árvores de meu bairro. As árvores eram pessoas que eu cumprimentava.
Tinha por hábito contar as pessoas e passos que davam
Vez ou outra me imaginava adulto. O que eu seria? Quais meus filhos? Mulher? Rico ou pobre?
Olhava para o Céu azul de São Paulo, nas poucas vezes que o sol dava a oportunidade de apreciar aquela cor tão azul que me sentia flutuar. Muitas vezes parava na passarela que transportava as pessoas de um lado e outro, e ficava vendo os carros passar. Essas dúvidas: Todas existiram.
As dúvidas? Ainda permanecem...
Eu despertava para a aula não com nenhum alarme, e sim com o barulho da porta pesada de ferro do armazém se levantando, indicando que era hora de comprar meu lanche, se quisesse comer no intervalo.
Quando amo, não são os meus olhos que me avisam que estou amando, mas a minha pele. É química ou não é!
Desconfie do que vê. Que mantenha a infância dos outros sentidos abertos para não cometer nenhum preconceito.

Beleza que não passa

Sou exigente com a beleza. Ela tem que vir de dentro.
O espelho pode mentir, não mostra como você é por dentro.
Então não temos o que temer. Toda beleza é efêmera na esteira do tempo.

PROFECIA DO FRACASSO


Pensar demais é exigir demais de si e dos outros.
Pensar demais é analisar todas as hipóteses para não correr riscos.
Pensar é bom, desde que não vire angústia, sofrimento, deserção do mundo.
O excesso de pensamento tende a virar imobilidade.
Todo o pessimista é prepotente. Não se repete porque ele já sabe de tudo. Saber de tudo é morrer para a experiência.
Ele critica antes de enxergar, critica antes de ouvir, critica antes de provar.
Quem pensa demais procura ter somente benefícios sem a contrapartida dos sacrifícios.
Quem pensa demais encontra mais problemas do que soluções. É mais prevenido do que real, é mais cauteloso do que verdadeiro.
Não vai, não quer, não deseja, pois já conhece os resultados. Não arrisca. Não ousa. É um profeta do fracasso.
Arruma sempre uma desculpa para não comparecer. Afinal, quem pensa demais não quer perder tempo e assim perde a esperança de mudar de ideia e de vida e de participar de qualquer coisa.
O intelecto não pode apagar o prazer da simplicidade. É saudável ser idiota um pouco por dia.
Não há motivo para jogar futebol entre os amigos a não ser o hábito de reviver a infância.
Não há motivo para dedicar uma tarde inteira de churrasco e ouvir as piadas antológicas a não ser o hábito de rir em família.

Esperando em Deus ou Deus tem uma pessoa melhor para mim.

Esperando em Deus ou Deus tem uma pessoa melhor para mim.
Eu compreendo quem diz isso com muita ênfase. No fundo quer ser feliz.
Mas, tenho algumas discordâncias com essa frase.
subentende-se que a pessoa se acha pronta.
Pior, se acha tão pronta que menospreza as outras pessoas que não se encaixaram na sua vida.

Ela tem um conceito sobre si mesma quase mítica.
O problema não é com ela, são com os outros.
São os outros que não são bons o bastante para merece-la.
Pode até ser que não seja pessoal ou por querer. Mas são esses comportamentos que me faz abalizar esse tipo de pensamento. Talvez muito talvez, Deus não te ache pronto(a).
Até porque para estar pronto devemos nos conhecer nas nossas qualidades e defeitos. Não basta ser BOM. Já disse inúmeras vezes que meritocracia é algo criado para iludir as pessoas. Não basta ser trabalhador ou trabalhadora. Honesto ou honesta. Em resumo: não basta ter atitudes que pareçam atributos inigualáveis aos outros.
Nós mesmos somos péssimos no auto elogio. Acabamos por super relativizar todas as virtudes, e ocultamos nossas não virtudes.
Se você é um péssimo ouvinte, uma pessoa fria, insensível as várias situações do dia a dia; pouco reconhece atos; tem demora na atitude de perdoar, gosta de criticar, mas não aceita críticas. Se sente bem na posição de comando, manipula situações e faz jogos, tudo que considera-se de " VIRTUDES" vai para o espaço.
Comportamentos assim, nos demanda muita perda de amizade, de pessoas legais ao nosso redor. Você não sente agora, mas com certeza sentirá no futuro. Muita gente passa vida toda criando figura mítica sobre si mesmo. Assim como os profundos religiosos, que entende-se que uma vez religioso, já basta para dar seu cartão de entrada no mundo dos merecedores das beneficies de Deus.
Temos os vencedores por mérito. " Eu fui, vi e venci "
Temos os " Sou Foda "
Ninguém no mundo aguenta ficar mito perto dessa pessoa. O que sobra em autoestima, falta em compreensão que no mundo a cadeia alimentar é sempre mais alta. Para cada gênio nascido há um que fará muito mais que ele. E teve alguém que deu base a tudo que ele sabe hoje, no passado. Ninguém constrói pontes sozinho.
Não há neste mundo ou acima do céu que proíba de evoluir como pessoa.

Dia ruim ou momento ruim?

Podemos ver pela ótica de um dia ruim ou momento ruim. Sempre há chance do dia ser feliz. Mesmo que seja tarde. Mesmo que seja de madrugada. Uma gentileza salva o dia. Uma lembrança boa salva o dia. Uma emoção involuntária salva o dia. Nunca o dia está inteiramente perdido. Não devemos acreditar que uma tristeza chama a outra, que se algo acontece de errado tudo então vai dar errado. Lei de Murphy serve para os gênios, eu sou burro quanto a vida e as pessoas.
Confio no improviso, na casualidade, no movimento das cortinas na janela. Até o último minuto antes da meia-noite, você pode resgatar o contentamento. É uma gargalhada do filho diante da papinha, transformando a cadeira num imenso prato. É algum amigo telefonando para confessar saudade. É alguém dizendo que você é importante. É o barulho da chuva lá fora ou no meio da madrugada, é o estardalhaço do sol na varanda. É encontrar – iniciando na tevê – um filme que adora e já assistiu cinco vezes. É oferecer colo alguém que precisa. É planejar uma viagem de férias. É terminar um livro que abandonou pela metade. É ouvir sua coleção de LPs da adolescência. É comprar uma calça jeans em promoção. É adormecer no sofá e receber a coberta silenciosa de sua companhia.
Sigo esperançoso. Não coleciono tragédias. Sofro e apago. Sofro e mudo de assunto, abro espaço para palavras novas, para lembranças novas. Vejo o esforço da abelha tentando sair do vidro, e não sou melhor do que ela. Vejo o esforço da formiga carregando uma casca de laranja, e não sou melhor do que ela. Viver é esforço e nos traz a paz de sonhar – querer não fazer nada é que cansa. Não existe dia que não ganhe conserto. Não existe dia morto, dia de todo inútil. Não desista da alegria somente porque ela se atrasou. Pode ter recebido esporro do chefe, ainda assim a hora está aberta. Comer um picolé de limão é capaz de restituir sua infância. Não encerre o expediente com o escuro do céu. Pode não ter grana para pagar as contas e ter que escolher o que é menos importante para adiar, ainda assim é possível se divertir com o cachorro carregando seu chinelo para o quarto.
Quando acordo com o pé esquerdo, sou canhoto. Não existe dia derrotado.

Um quase tudo

Às vezes parece que vai outras vezes que não... é a dicotomia da vida dizendo que somos quase prontos. Quase equilibrados. Quase vivos. Uns que passam sobre a gente, outros que dão a volta e contornam como se fossem sombras de si mesmos.
Essa vida é mesmo surpreendente. Em uma única existência somos capazes de viver e sobreviver a diversas fases, sob a sorte e a falta dela que nos unge os dias. De uma forma concisa eu poderia dizer que viver é uma sucessão de erros e acertos, de tropeços e saltos, afogamentos, resgates, onde só desfrutamos e valoramos as subidas depois que despencamos ladeira abaixo. E como toda história tem dois lados, na vida não poderia ser diferente. A gente só percebe a vitória e a derrota quando estamos no topo, ou no poço.
Acredito que nós, seres humanos, somos providos de uma força sobre-humana para aguentar tanta pedrada que a vivência insiste em mandar. É incrível a nossa capacidade de cair e levantar, de reformular por dentro, sangrar e estancar, ressurgir. Somos feitos de partículas de persistência, átomos de dedicação, moléculas de crença, células de esperança. Quanto mais nos entregamos e mergulhamos em nossos motivos, mais reforçamos o nosso propósito de viver. Acontece que, vez ou outra, vem uma paulada pelas costas, um tombo violento e esparramado, uma bala perdida que nos encontra na escuridão. Então morremos. Para, depois, nascermos de novo.
A vida é cheia de ciclos… E para começar um é preciso encerrar o outro. Por isso morremos tantas vezes durante tantos anos. A prova viva da morte está no fim excruciante de um relacionamento amoroso, no vazio assustador do abandono físico, na escassez de alguém ali, que nos ame, ou que ao menos nos suporte. Está na falta de emprego e perspectiva, na despensa vazia, na ordem de despejo, na saúde fragilizada e apavorada, na despedida de uma alma querida. Quando perdemos tudo, o que nos resta é recomeçar do nada. Precisamos morrer para renascer, assim como o mito da Fênix, que antes da sua morte entrava em combustão para depois renascer das próprias cinzas. Somos assim. Aves tão fortes que conseguimos carregar elefantes. Nossas lágrimas não só expelem alívio, como também têm o poder de cura.
A verdade é que os golpes da vida nunca são gentis, muito menos educados ao ponto de anunciar a chegada. Ao lançar-nos no chão parece que um buraco se abre e nos engole, mastiga, degusta e então, cospe. Do que sobra de nós é preciso dar forma e pôr de pé. Morre um para nascer outro, indiscutivelmente mais resistente. Desse jeito, toda vez que recebemos uma pancada desnorteante nos despedimos de um pouco de nós, um fio de esperança se perde, um bocado de confiança vaza, um tanto de boa fé escorre. É possível que nos recuperemos adiante, embora algumas vezes isso não aconteça. Morremos.
Como a Fênix, cessamos em nossa auto cremação de dores, de ódio, indignação e sensação de incapacidade, um mistura de venenos que nos corrói e nos traz de volta à terra. É com base na junção de algumas mortes passadas e futuras vidas que eu digo: Deve-se cortar para florescer, é preciso morrer para voltar a viver.
Então, do pó ressurgimos, amedrontados, cambaleando, abrindo os olhos e as asas, sacudindo a poeira. Enchemos o pulmão de ar para arriscar um primeiro voo, ainda contido e baixo, mas consumidos de uma força maior acreditada em nossas capacidades e virtudes. Aos poucos, nos enchemos de esperança e de coragem para alçar novas manobras e riscar outros horizontes.
Não adianta. A nossa força oriunda das quedas. É por isso que as feridas são imprescindíveis para o crescimento, por mais que nos regalem certa rigidez ao casco. É a capacidade de recomeçar dentro de nós mesmos que nos permite viver outra vez. Somente dessa forma recuperamos a nossa vida.

Um bom é velho FODA-SE #sqn

A mais pura verdade. Um bom é velho FODA-SE resolve de imediato quase tudo. Afasta problemas e pessoas, e dá uma enxugada na opressão do peito.
Você tá pensando que vou soltar o verbo à favor né?
Ledo engano!
Ensinar um lobo a morder, é chover no molhado. Qualquer sem noção é capaz de dizer um palavrão - enfiar o pé na jaca - dizer impropérios aos outros... e às vezes funciona sim!
Quero ver é domesticar o nosso lobo interior. Ensinar a não morder, quando tudo indica que é o caminho melhor para se resolver algo que nos irrita e aflige.
Também não sou da estirpe elevada do velho Chico, que pregava o amor incondicional, cristão " Dai a outra face"
Todavia, tive muito oportunidade na minha vida de somar os diversos foda-se que mandei e tomei - com toda certeza - não vale à pena! A paz é efêmera, dura um segundo de tempo para o arrependimento e permanece uma eternidade para ser consertada de novo.
Sempre foi assim, mas hoje mais do que antes, nossas ações repercutem muito mais rapidamente.
Em um mundo de relações líquidas, escorregadias, fáceis de se trocar e substituir por sentimentos diversos e pessoas diversas, é um desperdício de tempo atacar para se defender. A melhor obra de um homem começa a ser criada dentro da mente dele. E só vai para ação propriamente dita, quando tudo é possível de ser feito para seu sucesso. Não entrego hoje ao seu ninguém a minha razão. Quem queira que dê seu foda-se da independência e procure travar sozinho suas batalhas. Para mim hoje eu sigo as reticências ....

Evoluir e mensurar nossos problemas

Evoluir e mensurar nossos problemas
A dor propriamente dita é algo impossível de se mensurar. Vai de cada um, como sente e como enxerga os problemas.
Mas evoluir é necessário.
Para podemos evoluir, necessitamos desde sempre; desde o primeiro problema até o último saber mensurar cada qual.
Eu considero um rompimento de casamento pior que de um namoro. Considero a morte de uma pessoa querida pior que uma despedida para morar fora; e por aí vai...
Todavia, há os que não mensuram nada. Se jogam no travesseiro das frustrações e desabam ladeira abaixo.
Não é aqui um exercício de como criar um PSICOPATA em você, mas sim uma forma de ver as coisas de maneira menos intensa. É até importante para nós mesmos ir seguindo em frente e relativizando cada problema com seu grau de consequência.
Tem muita gente que acha que " Evolução " é se tornar fria, aborrecida, seletiva, materialista. Isso nem de longe é EVOLUÇÃO. Isso é mágoa! É dolo próprio. Tá mais para um Castelo ou uma Fortaleza. Uma forma de criar paredes e armaduras contra os outros.
Evolução humana, tem muito haver com a capacidade própria de mensurar os infortuítos da vida. Saber diagnosticar dentro de si a sua real necessidade. Separar os momentos e as virtudes que temos acumulado dentro da gente. Saber dizer sim, e saber dizer não. Mas, sobretudo saber entender que perder o emprego é infinitamente mais frustrante que não ir ao carnaval deste ano.
Ou então, não relativizar para cima, quando uma pessoa não gosta mais de você, não te olha mais e nem visualiza suas mensagens, se você mesmo faz isso com outras pessoas. Tem muita gente aí com a cara de pau de se sentir triste, porque determinada pessoa não ama mais. Mas, esquece as quantas e quantas outras que ela mesmo deixou pelo caminho. Ué? se dói em você - doeu em outra também.
Descontar no próximo ou na próxima, não vale! Usar as pessoas como depósitos de frustrações também não. Isso de se preencher com admiração alheia, é legal até a pagina 3.
Tem muita gente aí no mundo hoje disposta a fazer a troca-troca de fluídos só para se abastecer de sentimentos. Combina. Propõe. Realize-se assim, se precisa mesmo disso tudo. Não é feio não!
Mas, não se vitimize. Não crie dentro de si uma cascata de emoções falsas. Tem gente que jura que ama, mas é amor de televisão. Amor de verdade não cresce em jardins, ele surge das adversidades, nas horas mais necessitadas... ele se sobrepõe aos fúteis de coração.
Tem gente que jura que é honesta.; mas não se roga em derrubar os outros pelo emprego.
Tem gente que jura que é sincera; mas não pensa duas vezes em contar um segredo
Tem gente que jura sincera lealdade; mas tem amantes.
Repito. Não é um exercício de " vamos criar um psicopata ". E quem é aqui o " Perfeito ". Nada disso, todo mundo, no mundo todo, em todos os tempos, ocorre de viver em duas frentes: bonzinho e mauzinho. Gente boa. Gente canalha. Por sinal, a canalhice é algo latente em todos nós viu?! Somos todos canalhas em graus diferentes. Uns mais que outros e outros às vezes meio inconsequentes; mas é da vida. Temos de saber jogar esse jogo. Mensurar as dores, vai nos poupar muito de ir aos remédios; reclamar com Deus; usar de falsos julgamentos; criar personagens fictícios e agir feito criança inocente.

Eu penso que sei

Às vezes eu acho que sei
Sobre o que se trata o amor
E quando eu ver a luz
Sei que estarei bem
Eu consegui meus amigos no mundo
Eu tive muitos amigos
Quando éramos meninos e meninas
E os segredos foram revelados.

Reflexivo sempre

Reflexivo sempre
Quando vejo uma cena de uma pessoa sentada na posição de lótus em oração, eu realmente não vejo a cena... não com os olhos de que enxerga tudo no branco e preto.
Costumo refletir e mentalizar o que esta por trás da cena. As cores e vibrações; as palavras que não foram ditas.
Tudo e a todos, sou eu assim lendo as pessoas. Lendo com a mente os gestos e inclinar da cabeça, o movimentar das mãos, aquele sorriso preso, um tom azul de preocupação na palavra oculta. Um homem ou mulher, jamais são os mesmos de sempre. Somos sensíveis demais aos toques e esbarrões na multidão. Terminamos o dia impregnado com o cheiro e o som das pessoas.
Eu mesmo, hoje não mais acredito nos textos que a boca tanto tenta responder. Só creio no que posso sentir delas. Eu quase sem ver, fecho os olhos e reflexivo permito-me espelhar essas descobertas. Acho que quando nos desprendemos da vida, seja essa a sensação de se saber algo, que som algum foi capaz de descrever.
Semana passada um amigo meu, disse-me estar em depressão e na solidão. Chamou-me para um canto e debulhou por uma hora todo seu amor não correspondido por uma moça. Porém, a cada 5 minutos, seu celular o chamava em sinais sonoros do WhatsApp. A cada intervenção, enrugava a testa e respondia insossamente a pessoa do celular.
Eu disse:
- Se quiser, podemos falar outro momento
-Não, não! É apenas uma amiga aqui, nada haver comigo, mas ela insiste.
Como quem não tem paciência alguma, o telefone toca, e era a moça, agora em voz e súplica, pedia atenção do meu amigo.
- Que legal! Vai? Bom, muito bom! Eu estarei ocupado, sinto muito! Valeu ... xero...
A moça citou pelo menos 03 lugares onde gostaria de estar no final semana, lógico: para ser convidada por ele.
O que não foi !
Assim que o telefone desligou... - Ei, onde estava mesmo?
- Sim, mas sobre fulana, ela não me visualiza... blá blá, blá...
Pera um pouco amigo, disse-lhe. Qual é na verdade o seu problema? Cara... eu tô dizendo é que ... fulana...
Amigo... você precisa tomar um bom banho de cabeça e tudo.
- Sal grosso?
- Não! Isso é bobagem. É banho de água e sabonete mesmo. Seu cheiro é o cheiro dela ainda. Você pode vestir mil roupas. Trocar de mil perfumes, mas se não parar de protelar esse seu banho e deixar ir as últimas sensações que sobrou dela, vai fazer justamente isso ai como que fez com a moça do telefone. Por sinal é o que a maioria das pessoas faz. Chora por uma e lamenta seu sofrimento, mas esnoba a outra e esquece que também tem sentimento.