terça-feira, 8 de outubro de 2019

Desejo o teu sucesso



Existem na vida pessoas que são como irmãos, e nelas depositamos nossa confiança e ofertamos sucesso. 
irmão chora na
Porém, infelizmente, cada dia mais raro, porque as pessoas não torcem mais para o sucesso do outro. Antes de tudo, acham que merecem mais que o outro; o simples fato de alguém próximo ter sucesso em algo ou crescer em determinada área, vira motivo de rancor por parte de quem deveria ser amigo. Neste mundo do faz-de-conta-que-sou-feliz, o espelho da casa é a vida alheia. Já vi gente indo para festas não pela pessoa em si, mas só para transpirar inveja pelo outro: Deseja saber como vive, o que comprou ou usou. A pior doença é a da alma que não sabe alimentar-se da luz.
Não é que a gente não possa desejar algo – pode sim! Deve-se! Porém, desejar é o mesmo que ir atrás de seus sonhos, qualquer um que espere que a vida premie sem méritos é um invejoso.

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Não se constrói alegria sem passar pela tristeza.

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Tem que dar o tempo dela brotar sozinha.
Uma coisa é certa: Estar bem e feliz, são duas coisas completamente diferentes. O meio termo é o hiato que tanto nos empurra para baixo como impulsiona para sair do modo catatônico. É preciso deixar que a tristeza remova as ilusões. Lixo vai para o lixo!
Quando estamos bem, é que o nosso apartamento, chamado coração, começou a ficar limpo; já feliz é a renovação dos móveis, da vida, do sorriso completo e da gargalhada escancarada. Forçar alegria é limpar os pratos com pano sujo. Nada passa por passar. Para se compreender o sentido das coisas é preciso deixar que primeiro morra por dentro. Por isso que a tristeza é necessária, caso contrário não seria a boa pessoa que pensamos ser. Para aprender, temos de aceitar que não sabemos tudo. Procurar estar bem é o primeiro ato da nossa história: É o primeiro paragrafo no qual contamos aos outros que tudo bem, já passou... É também: quando surge a paz para fazer qualquer coisa, até mesmo o nada. O que nunca se deve fazer imprudentemente é pular etapas, voar para a felicidade sem primeiro se vestir com as asas da consciência do que fez para chegar até aqui.
Julgamos que a simples ideia de que ver alguém triste nos incomoda. Estraga o dia de qualquer um, atrapalha o final de semana, ou arruína a convivência. Só acontece isso quando não temos a noção pelo que nos entristece. Tristeza não é o fim, se já existe um começo, uma ideia do que se sente. Ser feliz é um poder que nos é dado depois que dominamos a tristeza. Tristeza é uma etapa no joelho e nas pernas da criança que caiu até aprender a ficar em pé e andar. Tudo na vida pode incomodar, e deve ser assim mesmo, a tal zona de conforto nos coloca longe de resolver os nossos piores temores.

Espere passar o pior


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Certa feita, um jornalista contou na tv que foi chamado para cobrir um evento no Japão, após se registrar na recepção, dirigiu-se para o quarto para descansar, deitou-se que não viu nem a hora, só soube que foi acordado com o solavanco da cama e um tremor por todo o quarto; rápido correu para o telefone e perguntou para telefonista: - O que houve? – Um tremor senhor, mas foi passageiro, não se preocupe... - Mas, o que eu faço se continuar acontecendo ou for algo bem pior? – Dirija-se ao arco senhor, respondeu calmamente a recepcionista.
Certo que aquele povo era acostumado a esses acontecimentos da natureza e em face ao tom calmo, ponderado da moça, resolveu aceitar o aviso sem nem perguntar o que seria o tal arco. Rapidamente olhou para o quarto em busca desse “arco”, afinal deveria ser um objeto enorme, feito para proteger os hóspedes, mas não encontrou... Com vergonha de ligar novamente, resolveu sair do quarto para observar se outro hóspede também tinha percebido o problema. No corredor algumas pessoas saíram dos seus quartos calmamente e seguiam um curso predeterminado nos avisos da parede: - “Desça para o arco”.
O tal “ arco” era um lugar entre as escadarias, do tipo abóboda. Feito pelos japoneses com vigas e uma arquitetura tão poderosa, que deveria ser o suficiente para segurar o peso de outros andares sob as cabeças. Mais ou menos uns 20 hóspedes sentados de joelhos dobrados, calmos aguardavam as notícias sobre o fim dos tremores.  O jornalista, recluso, pensava sobre sua vida e seu casamento: - Deveria existir uma abóboda assim para todo casamento ou relacionamento em crise, forte o suficiente para nos abrigar das intemperes do destino. Vez por outra nossas vidas sofrem solavancos, balançamos contra nossa própria vontade, ou  ao sabor da sorte, na eminência de tudo ruir, não encontramos o “ARCO”, ou sentimos vergonha de pedir ajuda para acha-lo. O jornalista passou uma vista imediata em todos os hóspedes como ele abrigados, naquela espera longa  e percebeu que não se tinha muito o que fazer ali, era esperar que passasse o tempo, acontecesse o que acontecesse, o arco estaria para proteger, ao menos era isso que acreditava, como na vida da gente, algo ou alguma coisa superior está acima de nós nos protegendo ou assim queremos crer.

Os Óvnis existem: Diz a Marinha americana

Sim! Eles são reais
Nunca imaginei que chegaria a ver os EUA admitindo que existe algo que voa super rápido, de formato estranho e que eles investigam isso. Só não deram os nomes aos bois.
Vivemos uma época ou período da história onde tudo parece que esta mudando de uma forma mais rápida do que jamais tivemos. Não sei onde vamos parar, mas nada vai ser igual.

Particularmente, não me interessa se existem marcianos ou se a frota toda do Star Trek vai descer aqui. Isso não muda como vejo a vida e o mundo, talvez, o mundo é que se veja sem máscara, sem religião definida depois que isso acontecer. Muita gente vai ficar sem chão, porque queria acreditar que era sozinho no universo, como a coisa mais especial da criação.
A Marinha americana respondeu:


"Em nenhum momento nós mencionamos extraterrestres. Estamos simplesmente garantindo que nosso governo não seja vítima de ‘surpresa estratégica’ pela tecnologia exibida pelos [fenômenos aéreos desconhecidos]. Seja da Rússia, China, aliados ou homenzinhos verdes, nossos esforços se concentram no aspecto de segurança e tecnologia nacional; não em ETs".

Se ela diz que não sabe, mas que eles existem, avalie se soubessem?

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Atirou sem querer?


Sim! De vez em quando algumas coisas podem acontecer sob influências tenebrosas...

Neste canal e no vídeo, o "paranormal", famoso no Youtube, chamado Rodrigo investiga um outro vídeo sob a luz do espiritualismo, tentando achar o motivo porque um amigo atirou no outro.

A cena em questão foi no meio de uma suposta "caçada de casas assombradas". Infelizmente existem muitos canais aflorando neste segmento que supostamente procuram "fantasmas em lares e ou lugares conhecidamente ditos assombrados". No vídeo vemos que o atirador parece estar sendo controlado por algo que o manipula para agir contra os amigos. Tirando a casuística, isso pode ser real na nossa vida, pode mesmo acontecer?
- Pode! Eu já vi in loco isso acontecer...E, o final foi trágico!


Apesar de boa parte não acreditar, o mundo espiritual não liga para opiniões. O mundo espiritual atua muito mais presente do que podemos imaginar, e qualquer pessoa, desde que vibre com igualdade com aquela entidade, pode vir a fazer algo muito ruim, mesmo sem saber de um todo.

Mas, não acontece do nada e nem por "coincidência". Qualquer um que venha atirar em outro ou se matar, tem seu lado espiritual infectado há algum tempo. Já vem de alguns dias ou semanas sendo obsediado por forças do mal.

Mesmo que não tenha demonstrado nada tão brutal antes, o indivíduo que foi afetado, começa a demonstrar suas manisfestamentos, através de pequenos atos levianos, de mau caratismo, perdas de memória, alcoolismo e situações onde existe uma certa raiva exacerbada.

E quando encontra um "bestial ou obsessor" forte o suficiente para manipulá-lo e que achou propícia a possessão naquela hora, ele agirá sobre a pessoa, nem que seja só aquela vez na vida. Porque o intuito dela é causar um mal maior; seja a você que foi afetado ou a outrem. Devemos sempre analisar na nossa vida o quão próximo da realidade são nossos sentimentos. Devemos nos perguntar, se não estamos apaixonados rapidamente demais por aquela pessoa; ou mesmo se não estamos com muita raiva sem motivo.

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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Criança mata criança

Esta semana fomos surpreendidos pela manchete que dizia que duas crianças, um menino de 12 anos e uma menina de 9 anos, amigos de todo sempre, tiveram uma discussão e o menino matou a menina. Não sei o motivo, e nem me interessa saber, porque um pai e uma mãe, hoje se tornaram órfãos de uma filha. Não há dor maior que justifique tal ato.
Lembro sempre o quanto estamos longe de uma boa criação dos filhos. A tal geração X virou pai e mãe, receberam uma educação baseada no “Sim, sim meu filhinho, tudo que eu puder te darei...”. Esta mesma geração acostumada ao mimo de educadores e psicólogos modernos, descobriu que um dia teria que ser pais e mães, eis que o fruto do que não foi bem criado, resulta na pior das gerações já existentes no Brasil.
Estamos a 20 anos colocando gente pequena no mundo sem saber como dizer um “NÃO BEM REDONDO”. A falta de um não, impossibilitando que a criança descubra como se portar com suas frustrações. E, vamos ser bastante sinceros, tudo que a geração antiga de nossos pais soube lidar era com a tal da frustração. Frustração por não ter um iogurte, um passeio, um carro ou um beijo da menina mais bonita da escola, não torna a criança um fracassado ou um psicopata quando crescer – isso só ocorre quando ela descobre que o mundo não liga mais para ela tanto quanto liga para uma folha caindo de uma arvore.
Ensinamos que nós os pais, podemos assumir as responsabilidades deles, o que é super errado! Nós só podemos assumir as nossas, aos filhos cabe à obrigação de entender seus deveres imediatos. Uma criança ontem matou outra, isso já aconteceu em 2009 na Inglaterra, não é tão novidade assim, mas só temos casos deste tipo, porque estamos produzindo crianças em massa e dando para as redes sociais e a tv cuidar. Colocamos nas mãos de pretensiosos e arrogantes psicólogos que manipularam e encheram suas clínicas com as pseudos-crianças-índigos, mini gênios que nunca foram nada disso.  Pais e mães que só se importaram em estabelecer diálogo depois que a criança já não respondia com educação.
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A dissimulação


No vídeo veremos uma senhora simulando um atropelamento feito supostamente pelas autoridades. Ela será a pretensiosa vítima, se jogará no chão e rolará pelo asfalto, para quem possa estar passando veja e acredite que ela foi atacada pela autoridade do momento.
- É uma maluca? – Não! É uma dissimulada! Fazendo um paralelo com a vida cotidiana da gente, todos os dias em nossa vida, alguém desta qualidade surge, ou já existia e não sabemos, só quando acontece é que percebemos que a dissimulação já aconteceu, ficou tarde demais.
Surge na fofoca maldosa quando acusa de ter feito algo que não fez;
Surge na pretensa vitimização;
Surge no falso testemunho que dão a dizer que estava em tal lugar e não esteve.
A pessoa se joga e rola metaforicamente em cima de sua confiança. Tenta jogar os outros contra ti e etc.
Observe! Essa dissimulada pode ser também uma pessoa próxima, muito próxima, que fica só no aguardo da oportunidade certa para dar o “golpe”. Uma pessoa dissimulada não possui nenhum valor moral ou caráter que não seja apenas para atender suas próprias necessidades. Sabemos que na política isso é erva daninha. Sabemos também que pessoas partidárias e fanáticas por políticos ou partidos agem da mesma forma, criando casos, inventando coisas e situações que não são de toda forma a verdade, mas não são as únicas! Em nossas vidas, a dissimulação se encontra às vezes ao lado.


Cobra de 15 metros encontrada por moradores na Amazônia



terça-feira, 1 de outubro de 2019

Nostalgia...E o hoje.

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Eu sinceramente sinto muito pouca falta das coisas do passado. Se eu já achava a moda na época horrorosa, acho muito mais hoje, com essa tentativa de resgatá-la. Por sinal, esses óculos do tamanho de dois discos de vinil na cara, era legal no rosto da Farrah Fawcett ( Série as Panteras 1985) que tinha uma linha de face apropriada e foi quem lançou, de resto um monte de gente copiou... Calça boca de sino, camisa com ombreiras e de tudo já foi tentado, até mesmo os hippies tentam voltar a moda. Eu digo logo: A maconha não era boa lá nos anos 70, não vai ser hoje que ela será legal, muito menos o lance de não usar produtos industrializados de higiene. O ser humano é um animal, portanto se não tomar banho, não criar uma conduta para ocultar seu cheiro natural, não vai ficar diferente do cheiro de um macaco suado. Para meu espanto, tem gente que adora circular fedendo. Tudo bem que a música eu curtia muito e é minha playlist preferida, mas também muita bomba foi criada neste período. O passado é um mecanismo que nos serve de progressão, não de volta, não se pode tentar reviver coisas, nada caminha dando voltas em seu próprio rabo.
Eu também tenho um monte de críticas ao atual momento, principalmente aos excessos de dependência emocional que se criou em torno das redes sociais, mas não troco o hoje pelo ontem, mesmo detestando os efeitos de olhos de vidro e focinhos e orelhinhas de cachorros nas fotos. Assim como os novos adultos, são fracos, falhos, cheios de dependência química. Hoje mesmo uma cliente, queixava-se que estava sustentando também a neta e seu marido, pois ambos pediram demissão dos empregos, por se acharem em “depressão” . Nada contra, não duvido da depressão, sei que é uma inimiga silenciosa, mas a depressão vira desculpas para não pagar contas. Graças a avó que é rica, o plano de saúde e a prestação do carro mensal está em dia; mas se a avó morrer? – Como fica? – Um estudo recente pela PUC mostrou que 37% dos formandos em universidades, estão voltando para fazer outros cursos, porque “não gostaram”. Veja só: A pessoa passa cinco anos em uma faculdade se forma, tenta o mercado de trabalho, leva um não, paralisa a sua vida, manda a família esperar, pagar suas contas e volta para faculdade. Um “NÃO” VIROU EMPECILHO! A vida não é um game que você dá um reset e retorna ao ponto de origem, anos se passaram, pessoas envelheceram, seus filhos precisam estudar, e serem educados ou – melhor: Aprenderem a se virar, mas, com pais relapsos, casamentos de faz-de-conta e pessoas fracas, vão sofrer muito antes de melhorar.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Sinestesia do amor


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Conto nos dedos de uma só mão, o número de casais que conheço que ainda possuem conexão com o olhar. Ninguém se enxerga mais! Vivemos o auge do assombrado e assombroso modo de vida. Eu sei que as pessoas se conhecem, afinal dormem juntas, mas tenho certeza que um dia ou outro alguém vai surtar e correr com medo. Eu e minha teimosa mania de observar a tudo a todos - reconhecendo nos casais a falta de sinestesia. Não sabe o que é? Explico-te: - Sinestesia é também a capacidade de provocar sensações que farão lembrar algo. Tipo: a simples menção de teu perfume faz ruborizar a face, arrepiar a nuca, fechar os olhos, retomar lembranças. Música é uma sinestesia que a canção trás à tona suas cores e toda uma história. Como os casais não se enxergam mais, não justifica mais esse poder. Você olha para o par a sua frente e tenta achar um motivo que os faça querer ficar juntos. Se fosse material, daria para isolar cada qual em seu mundinho preferencial. Jantar? Só se for com muitos amigos para não terem que conversarem a sós. Sim, não há mais sinestesia, gente que conversa dando toques está raro também; não se cutuca mais, virou fora de moda. Antigamente se pedia atenção cutucando a outra, hoje em dia não faz mais diferença. São cinco casais na mesa e milhões de outras pessoas nas redes sociais interagindo com essas cinco. Solidão virou um número. Relacionamento é um status que só tem importância quando é compartilhado. Lembranças só se vierem em selfies produzidas. Conexão não é mais de mentes, mas um simples pedido de senha de wi-fi. Casais são meros parceiros da interatividade, a felicidade é medida no número de fotos que se salva no Instagram.
Eu tenho absoluta certeza que casais não se enxergam mais de vergonha! Vergonha-se pelas escolhas que fizeram, pela fuga virtual que se transformaram suas vidas.

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

As fotos que revelei...

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Logo cedo, uma avó e sua neta entraram na minha loja para revelar algumas fotos. Obtusa, a avó foi avisando: - Não tenho muito dinheiro, faça um preço bom para minha neta! Franzi a testa como de costume, quando algo me contraria, principalmente pela falta de gentileza pela manhã. Respondia-a: - Minha senhora o preço é o mesmo de sempre, sorri forçosamente querendo a pressionar aceitar ou ir embora!
A neta, não tinha mais do que 15 anos. Pequena, magra, de rostinho angelical, ela sorriu de lábios escancarados que dava para ver a perfeição da dentição de leite de sua boca. Era um sorriso e ao mesmo tempo uma súplica, de quem tem realmente contado o dinheiro para tal serviço. A cada cinco palavras proferidas, um pedido de desculpas, “desculpa por isso, desculpa por aquilo...”; talvez querendo demonstrar que a rudez de sua avó não constatava com sua personalidade. Confesso que fui me encolhendo na cadeira, assolado de tantos açoites de gentileza... Era uma menina frágil, torcendo que eu a entendesse, talvez captasse os seus pensamentos... Até que consenti e aceitei o serviço ao preço de suas condições. Ela me deu um pen drive, que instantaneamente mostrou no meu pc a presença de vírus, eu disse em tom sério: - Moça tem vírus! – Aí, desculpa moço, de novo!
Após as necessárias limpezas, avistei 15 fotos da moça, enamorada com outra moça, ambas pareciam ter o mesmo tamanho, idade e aparência. Mas, eram fotos de um casal se beijando, curtindo o sol, caminhando juntas. Inadvertidamente meu preconceito surgiu internamente... Julgo que não tenho que confessar meus pecados a ninguém! São todos expostos ao mundo, como quem não sabe mais esconder de si mesmo. Torci o nariz, sei que fiz isso, me conheço... E sei que ela percebeu... A esta altura a avó já estava colada comigo, vendo as fotos também, mas ela sabia de antemão o que continha, não era segredo da neta, era medo que eu viesse não compreender aquilo que uma senhora de 80 anos já tinha compreendido primeiro que todos. Agora tinha entendido o tom da agressividade da senhora... Era por amor que ela defendia a netinha das pessoas que não compreendia as outras formas do amor. A moça já estava me olhando aflita que eu não dissesse nada, melhor: não externasse nenhum pensamento diante da avó. O que não fiz - justo porque a neta era tão, mas tão educada, tão gentil, suspirava educação e exalava gentilezas. Fiquei pensando, como alguém desta idade, nesta nova geração, parece ter uma educação tão perfeita? Ela não errava as palavras, assim como não deixava de pesar cada pensamento proferido. Eu fiz o serviço, incomodado com minha incapacidade de aceitar que deveria não julgar ninguém antes de conhecer a alma profundamente. Sim, todo dia aprendemos que pessoas são o que são pelo simples fato que Deus as compreendeu primeiro e diante de tudo, como perfeitas aos seus olhos.