sábado, 23 de fevereiro de 2019

Não fazer nada é pior



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Tem sempre uma opção pior: Não fazer nada.
Ou uma quarta opção, há de se conviver com suas escolhas e não constar na relação das pessoas que estiveram na foto. São aquelas que olharam para o brinquedo chamado vida, e disseram: “ – Não ,é perigoso demais “. Tudo nesta vida é relativo e tem vida curta, passagem rápida, até um sorriso mais singelo de uma criança, se desmancha a uma simples negação de cabeça. A vida é de uma reta tão veloz e passageira que só podemos contar os postes que ficaram para trás. A mais forte felicidade tem de ser conquistada todos os dias. A mais sublime das emoções que é o amor, alimentada todos os dias, a mais pura que é a ternura, cabe na palma de nossa mão. Em um simples gesto movemos montanhas e pessoas da nossa vida. Se a gente soubesse o quanto é difícil obter um sorriso franco, aberto, deliciosamente direcionado a todos os poros do nosso ser, com a graciosidade de quem brinca em um parquinho de diversões, com a mais pura das emoções, dedicando tempo, como criança dedica sua felicidade há um carrinho de rolimã... – Nunca mais seríamos o mesmo em face aquele olhar. Aquele olhar que revela sonhos, que leva aos passeios, trás à tona a infantilidade dos atos de sermos gigantes contando historia. Um dia quem sabe... faz de conta que deu certo!
Às vezes é preciso se despedir do amor, mesmo quando ele parece ser sincero. Ou ele então se afogará nas pretensões, sem possibilidade de respirar para ser feliz.
Amor é correspondência de cartas trocadas. Dentro de cada envelope segue uma vida de sentimentos marcados, trechos escritos, outros apagados. Cada linha, teve um dia que marcou e outro que decepcionou. Gostar verdadeiramente de alguém, é como rima de poesia adolescente...a gente guarda as letras das canções para serem ditas naquele dia especial.
Quem não viveu um Eduardo e Monica? Entre a cruz e a espada? Verdadeiras intenções são planejadas no coração, executadas em sonho, amada na pele.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A guerra dentro do governo de vaidades.


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O que você acha, de seu funcionário, amigo ou conjugue, te gravar todos os dias, guardar todos os áudios, depois numa briga soltar à todos os conhecidos, amigos e inimigos?
Há coisas que no privado se diz para alguém que confiamos que não é necessariamente possível se falar em público.
Há conversas de pé de ouvido entre marido e mulher ou amantes que a sociedade não entende.
Há tratos e conchavos de amizade que amigos do tipo irmão, confidenciamos por saber existir afinidades.
Todo mundo diz muita coisa em seu círculo restrito. Todo mundo confia no seu conjugue para certas missões.
Hipócrita seria dizer que na vida as pessoas não se relacionam de uma forma para o mundo e outra para dentro de si mesmo.
Não quero entrar nem no mérito de quem está errado ou certo. Para mim virou terreiro de briga de co có ri có.
A minha personalidade é forjada em cima de pesos, paus, concretos, ferro fundido da amizade. Não gosto nem de dizer o que fiz ontem, avalie, ter dentro de meu circuito pessoas " amigas " ou muito próximas, agindo como agente duplo, um verdadeiro tipico jargão "X9".
Só quem gosta de beber deste veneno compactua com tal cafajestada.
Dois pontos negativos do Governo Bolsonaro, são fatos reais:
A) Os filhos são ameças bombas, tiro amigo, canhão contra, mimados.
B) Falta profissional político nesta ordem institucional. O Bolsonaro ainda é muito amador e atropela os interesses nacionais em detrimento aos familiares. Defender os filhos acima de tudo, é para O PAI, não o PRESIDENTE.
Dois pontos positivos:
A) Nos áudios, fica evidente que ele não tem interesse em corrupção e nem é passivo com desonestidade. Quem é lúcido ouviu reiteradamente essa preocupação em não compactuar com o lixo político.
B) Ele aceita ouvir os outros, isso é bom, se for bem assessorado, o que até agora não foi o que aconteceu de um todo. Faltam os 8 generais se oporem a bagunça familiar dentro do governo, e orientá-lo a se distanciar dos palpites dos filhos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

A Rainha comemorava 102 anos.
Alguém disse: 
- Ninguém pode acreditar em coisas impossíveis!
Respondeu a rainha:
- Presumo que acreditar seja prática.
Quando eu tinha sua idade, sempre fazia isso por uma hora e meia todos os dias. Às vezes, chegava a acreditar em seis coisas impossíveis antes do café da manhã.
Isso se chamava fé!

Provas banais


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Você decide que vai ser “alguém” na vida da pessoa através de provas banais. Juro que não é indiferença é opinião básica. Você não será lembrado por ter evitado um atropelamento da sua futura relação. Você será lembrado positiva ou negativamente por não ter acompanhado a reunião de amigas dela. Ou por não ter a deixado na porta da casa da melhor amiga para que ela o visse; ou mesmo por não ter comparecido ao churrasco familiar. São nas pequenas coisas que as mulheres mais se apegam ao intruso sujeito que além de querer dormir com ela, tem de levar o lixo para fora.
É questão de decisão, ouvir o pedido de “ – Mô, pega um copo com água na cozinha? “. Isto à noite, de madrugada, você todo enrolado em si mesmo e com a tarefa de ouvir ou não ouvir o pedido? Fingir que tá morto ou fingir que teve um apagão uma surdez repentina?
A decisão de ir ou não é a diferença que faz você ser um problema para ela ou a solução. Porque as amigas saberão! Você será tema até que nova pauta esteja em discussão. 
Meu conselho é: Não discuta com os pequenos gestos. Nestes novos tempos, qualquer coisa vira juízo de valor. Mesmo que tenha correspondência de sentimentos, a relação tende a decair, se houver um desencontro de interesse inadiável. Uma coisa que quebra o clima é desencontro dentro da expectativa. Você a quer ou o deseja esperando que a pessoa esteja atuando em seu tempo, mas a outra quer voar e você andar; que te ver, mas você quer só vê-la depois; você pensa em dizer, ela não quer ouvir, isso é o fim antes do começo. Relação é acima de tudo porta aberta, se deixar semiaberta gera frustrações. 

O pensamento ainda é o lugar mais profundo que existe

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O ano era 1993. A gente se via três ou quatro vezes no mês no curso técnico de contabilidade. Parecia que eram meses, tal empolgação que tínhamos em sentar um perto do outro. Eu era arremedo de meus próprios sonhos, ela a completude do projeto de mulher pronta. Eu a possibilidade, ela a realidade, sabíamos que da porta daquela classe para fora, o mundo consistia em realidades profundas, caminhos distintos. A certa altura daquela época, não tinha mais o que declarar todas as palavras já tinha sido ditas. Eu reconhecia em sua mão direita o símbolo que o mundo é mesmo redondo, mas nem sempre damos a volta que a vida quer. Em uma das provas daquele fim de ano, tive a tarefa de fazer uma redação final, usar de poucas linhas um retrato da vida, de começo, meio e fim. A professora era exigente, não mais do que eu.

Juntei minhas forças, escrevi no rodapé das minhas emoções: 
Haverá dias e épocas da vida que será preciso agradecer a quem plantou e colheu, ficou ou foi embora, seguiu conosco e trilhou caminhos, há que se rememorar palavras, escrever no presente pensando no futuro, canções e letras, pequenos rascunhos de pensamentos, não deixar para depois, não relevar em segundo plano, conviver com as impossibilidades e sorrir com as incoerências. Viver é um pedaço da gente no outro, mesmo que não queira: a gente é retrato da história de alguém... 
Muito obrigado por me dar nesta vida um frio na barriga. Uma sensação de querer mais dela, sem exigir esforço. Obrigado pelos dias que desenho emoções em nuvens de algodão doce. É muito bom saber que apesar de tudo, ainda estamos vivos por dentro. Não falo de promessas e nem de encontros. Nem sempre o amor termina em canção. Nem sempre termina como filme. Não há roteiros em nossa vida escritos. Não há porque cobrar nada. Nasceu como quem planta semente na areia do deserto. Cresceu por não saber ficar contido em si, alimentou-se de raras gotas de esperança... Viverá se forte, mais um dia.
O pensamento ainda é o lugar mais profundo que existe.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Os problemas da vida, às vezes são feitas de hienas ao seu redor.



Não basta se forte, tem que saber lidar no tempo certo, deixar que elas gritem e ameacem, provoquem e disseminem sua raiva. Toda calma é amiga do resultado da esperança. Sabemos disso quando amadurecemos em vida e experiência.  Porém, parte do tempo somos algozes de nós mesmos. Criamos casos, levantamos dúvidas de nossa capacidade e com dúvida você não é nada – talvez seja apenas um hiato entre um pensamento e outro. No geral, as hienas só esperam de nós fraquezas...
E, fraquezas nesta hora, geram pontos vulneráveis.  Na dúvida em descobrir o que queremos e o que somos as hienas entram e mordiscam, a principio para experimentar e depois vão tirando pedaços e pedaços da gente, na vontade de nos arrancar primeiro a nossa fé; quando não resistimos mais -  vencidos pelo cansaço -  sucumbimos.  Oxalá que todo mundo tenha um amigo para nos socorrer com a mesma fúria e celeridade que nossos adversários. Eis que a verdadeira natureza do indivíduo que se sente revigorado em Deus é de um leão e das hienas da natureza dos covardes que vivem sob as sombras.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

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Sem barganha com Deus
Ainda que do tamanho de um grão de areia, eu ainda acredito que para responder as perguntas de tantas e tantas pessoas que vivem questionando a existência de Deus, em relação à todo mal que permeia a Terra, e pelo quê ou por quê? Deus deixa que o mal exista, eu ainda assim mesmo ouso a dizer:
- Deus se acabar com os demônios, vai acabar conosco junto.
Não conheço um só vivente que não possua dentro de si o bem e o mal refletidos constantemente em pensamentos, ações e desejos. Se Deus hoje resolvesse extinguir o mal, teria que invariavelmente passar pelo processo de nos aniquilar, para tirar da gente o pedaço latente desse aspecto que nos responde aos questionamentos: Mas, por que, fulano matou fulana? – Se era tão bom? 
- Por que o rapaz estuprou a moça se não tinha histórico?
- Por que a moça arrumou um bandido para matar o ex ou a amante do ex?
A resposta está no fato, de que ELE conta com nosso progresso espiritual para sozinhos desvencilhamos disso, sob qual não valeria esforço algum, ele ajudar, tirar os demônios pessoais e evitarmos que possamos decidir sozinhos a quem seguir. 
A mesma a coisa eu digo para quem acha que tudo que faz é pecado, é errado. Será que Deus não sabe os nossos pensamentos? Acha que evitar algo, te tira o desejo?
Não se barganha com Deus! Mas aceita que ele fale conosco e aponte em qual direção seguir. Às vezes é necessário deixar de ser santo para ser feliz. Deixar de existir na ilusão dos outros, para reconstruir na gente a nossa personalidade. Não é fazendo o mal aos outros; longe disso! É não fazer o mau a si mesmo primeiro. Praticando a hipocrisia dos sentimentos, a insensatez, amando falsamente, cuidar sem querer estar perto, agir dizendo que pensa, mas não pensa. Cultivamos para os outros uma religiosidade de plateia, sentando à frente de quem é menos que Deus, para deixar palpitar sobre o que é certo e ou errado. 
Quando barganhamos com Deus, estamos emprestando ao Diabo nossas razões. 
É o que penso e vivo !

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Obá tem festa?



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A gente comemora vida. Mas, principalmente lembranças.
O ano era 1982. O único ano que minha mãe resolveu fazer uma festinha para mim.
Fez bolo com recheio de chocolate e comprou da vizinha os brigadeiros e salgados. Abriu o guarda roupa, passou meu único terninho azul, de meia calça e sapato todo engraxado de bico fino, completamente feliz fui para porta da rua, esperar os “amiguinhos” convidados.
Era dia de domingo, às 15h30min da tarde. Em pé nós observamos na esquina as pessoas dobrarem e meu coração disparava de ansiosidade, mas eram só adultos, nenhuma criança surgia; quando entrei de volta, sentia-me sem voz, tal qual mudo e sem vontade de olhar nos olhos de minha mãe, fazia força para não chorar, assim como a vi fazendo o mesmo, sentada na cozinha, conversando consigo mesma, como se justificasse a falta de compromisso dos pais, pela falta de sensibilidade de não dizer que não mandariam seus filhos.
Assim como ela sofria, eu sofria junto. Quando verdadeiramente nos importamos com alguém, a nossa dor só diminui, quando observamos que quem nos ama, sofre além de você, pelos dois com maior intensidade; e a esta razão,  resolvi sorrir, trocando a tristeza pela alegria repentina, como se tivesse passado toda dor, e pedi que me cortasse a maior fatia de bolo com um copão de guaraná. Minha mãe muito embora uma mulher com poucas demonstrações de afeto, neste dia sobrou simpatia e paciência comigo, se não houve festa... - Eu não sei dizer... - Se me abalou? – Eu não sei dizer...  O que eu sei, é que ela até brincou comigo de forte apache.

Velhinho professor

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O velhinho professor

Estava eu fazendo meus trabalhos, quando entra um velhinho daqueles bem surrados do interior. Trajando chapéu, camisa de botões, calça social e sandália de couro, tipicamente matuto mesmo.

O senhor tira logo o chapéu da cabeça, dá uma coçadinha nos poucos cabelos suados e com um pedaço amassado de papel na mão e uma foto amarelada, pergunta se faço digitação.

Por questão de tendinite, já que digito uma pancada de coisa à noite no hospital, eu aboli digitação de textos longos. E costumeiramente já estava na língua a resposta: - Não faço não!

O senhor ouviu e não fez cara de desagrado não e nem ficou aborrecido, apenas emudeceu e baixou a cabeça, cansado e suspirando, disse:

- Eu vim de Alhandra, pra fazer isso, já rodei em tudo que é canto pela capital e me disseram que talvez o senhor fizesse. Peguei ônibus logo cedo, e como só venho aqui de ano em ano, acho que vou voltar sem fazer isso...

Olhou para o papel, caminhou pra porta. Como eu me senti estranho, resolvi pedir pra ver o papel, e por Deus! Nem a letra dos médicos é tão ruim de decifrar, quanto quem escreveu aquelas palavras nos dois lados da folha.

Disse pra ele que faria o trabalho, e mandei-o ficar à frente. Era um texto em homenagem à sua esposa de 87 anos e ao casamento de 67, no mesmo dia, com felicitações dos filhos e netos. E a foto era pra estar contida na homenagem e para uma camisa também de comemoração que alguém imprimiria para eles.


Quando estava terminando, e depois de restaurar a foto, pra ficar mais digna, perguntei se não seria melhor colocar uma dele também, pelo menos pra camisa, já que seria comemorado o aniversário de casamento.
Propus eu mesmo tirar a foto pelo celular e photoshopa-la.


Ele ficou feliz, agradeceu-me, mas disse um pequeno argumento que agora transcreverei para vocês: ( não se importem com erros e concordâncias)

- “ Moço, faz quatro meses que minha véia foi embora, Deus a levou daqui pra lugar mais bom. Eu nesses anos todos, conheci muita mué da vida, muito cabaré, mas sempre retornava pra casa. Foram mais de 50 anos se nenhuma separação, nem tapa eu nunca dei nela. Ela sempre me cobriu de carinhos, ela era meio rançosa, braba, mas nunca largou deu. Eu nunca vesti roupa que não fosse essa camiseta de botões aqui que gosto muito, mas resolvi fazer por ela isso. Butar essa camiseta linda aqui com a foto dela. Falar de como nunca disse que amava, essa coisas que homem não diz né. Porque é besta demais! Pensei nessas bobagens de escrever carta e minha neta me ajudou. E tô aqui moço querendo fazer o aniversário dela e comemorar nossa vida juntos. Por que sei que ela num tá mais lá em casa eu sei.

Mas eu estou vivo né, Deus não me quis primeiro... Quero dar pra minha véia essas coisas que jovem faz... “Dizer que ama, e sei que de onde ela está Deus vai deixar ela me ver um só pouco né”.

Lógico que não vou dizer que engasgado até o talo eu fiquei, e que aprendi mais uma vez que o que deixamos passar, não tem volta. Viver é um pedacinho da gente que fica no outro todos os dias.


O mundo não tem dono. Portanto não existe quem receba dele tratamento diferenciado. Você só é especial na sua bolha. Que pode ser no máximo de sabão.
Esqueça a vida te esperando na esquina. No sentido global, tudo que muito reclama fica para trás. As qualidades chegam depois do cartão de apresentação. Gente azeda só é boa misturada com gelo e cana, o nome disso é caipirinha. A gente fica de porre às vezes para aguentar.
Metade do mundo acredita em meritocracia... A outra já foi trabalhar.
Viver bem é ignorar mentiras e ilusões dos outros. Amar só é fato, quando é vivido por dois. É real quando eles plantam para isso. É sincero quando outro cuida também. É diário quando existe telepatia.
O silêncio, só tem sentido quando você não se importa mais.