quinta-feira, 23 de junho de 2016

Castelo de contos





Na ficção conhecida o dragão aprisiona no castelo a moça e a afastada da felicidade de encontrar o príncipe encantado
Na vida real de hoje, a moça constrói o castelo e chama o dragão para defendê-la do homem nem tão encantado assim.
Na boa nem sapo e nem príncipe. Não há como não fazer às vezes dos dois em determinados períodos da vida, porque somos incompletos, sobretudo no que permeia o coração. Mas a real da vida dizem os romancistas é construir pontes.
As pontes nos interligam e constroem relacionamentos. O medo do mundo atual é não ter fosso profundo suficiente sob essa ponte. As mulheres de uma maneira geral, estão com medo de baixar as suas, e trancam-se nos castelos... dessa vez é a donzela que não quer sair da torre.
Lá colocam todo tipo de perigo. Os verdadeiros monstros se transformaram em animais de estimação, servem ao propósito de destituir o homem do príncipe e revelar sua intenção. A A mulher de hoje  afasta qualquer incentivo tolo de dissolvê-la de seu conforto, calmo, castelo de contos.
Existe um medo real de se viver. Não por isso mais da metade volta para o colo e a casa dos pais. Estamos agora assistindo pelas redes sociais a vida se desenrolar. Cada qual ali dizendo: “daqui não saio – daqui ninguém me tira”
- Nossa você vai mesmo namorar? Casar? Ter filhos?
- Tem medo não?! Deus me livre que o monstro é feio!
Os Castelos não são mais de fadas, mas de mulheres adultas e de cabeça feita.
Invertemos os papéis, porque perdemos as referências da vida. Não existem mais heróis! O mundo é um grande BBB, cuja razão maior é desnudar o ser humano, até que dele não reste mais magia alguma para se absolver.
 Não existe mais “ Felizes para sempre “. A felicidade é produto de uma noite apenas e nada mais.
Não sei se há uma volta, mas passa principalmente com a necessidade de rever conceitos. Mudar de foco, abrir-se mais. Alguém em algum lugar acredita que existem muito mais coisas para serem vividas do que só o mundo faz de conta dos celulares e das redes sociais.  Temos de sentir ainda o velho e bom friozinho na barriga, o medo necessário para se avançar.

Pensamentos soltos



Se essa pessoa merece, faça! Mas não se justifique mais do que o necessário para ninguém.
Porque a pessoa que gosta de você não precisa que você faça isso, e quem não gosta não acreditará.
Não deixe que alguém se torne uma prioridade em sua vida, quando você é somente uma possível opção na vida dessa pessoa.
Relacionamentos funcionam melhor quando são equilibrados.
De manhã quando você acorda, você tem simplesmente duas opções:
Voltar a dormir e a sonhar;
Levantar e correr atrás dos seus sonhos.

A escolha é sua!

Nós fazemos chorar aqueles que cuidam de nós.
Nós choramos por aqueles que nunca cuidam de nós.
E nós cuidamos daqueles que nunca vão chorar por nós.

Essa é a vida, é estranho, mas é em grande parte uma verdade...
Uma vez que você entenda isso, nunca será tarde demais para mudar.
Não faça promessas quando você estiver alegre.
Não responda quando você estiver triste.
Não tome decisões quando você estiver zangado.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

O que queremos?




Queremos ser feliz! Tal afirmação é unânime em todo mundo.
Qual o instrumento de auferir a felicidade?
Se eu tivesse, venderia caro essa informação, porque é dentre os desejos o mais cobiçado no mundo todo.
As religiões e espiritualidade duelam por milênios, cada qual se sente pronta para dizer o tanto de felicidade que pode nos satisfazer. E nenhuma até agora é tão real quanto o cafezinho que tomei há x anos atrás. A minha felicidade é única, indelével e indecifrável.
Assim como é a de qualquer um que pare para pensar no que te faz feliz.
Momentaneamente temos tudo; e felicidade é passear com os filhos e um amor; ou é viajar para o Rio de janeiro e passear de bondinho.  Um momento especial pode ser o suficiente para ser “o melhor dia da sua vida” ou o mais feliz, se assim deseja descrever. A gente precisa do adequado, só isso! O pulo do gato é entender o que mais precisamos, e como podemos ter.
Não me venha falar só do dinheiro, porque ele é um facilitador, não mais que isso. Ninguém compra algo que o coração não tenha. A vida se bem vivida por 10 anos pode ser a mais feliz de todas, comparada apenas com a minha que já cheguei aos 42. A gente aprende que aprisionar felicidade é o que é de bom. Vejo um monte de gente correndo por aprisionar amores, filhos, casas, carros, família no entorno.
É uma necessidade de se possuir a felicidade e não conquista-la. A mãe que joga o peso da vida nos ombros dos filhos, mas não corre atrás da sua.  “Meu filho, minha vida” E a vida dele como será?  Ou então afirmações poderosas:  a minha mulher ou meu marido, no tom mais possessivo de todos.  Falo principalmente para quem declara amor do outro a si mesmo; quase que o forçando a ter que se posicionar. Isso não é felicidade é imposição de felicidade.
A felicidade eu já até medi alguns momentos. Quase sempre que me sinto muito feliz em uma determinada circunstância da vida, fico quase que palpando, tocando, sentindo e cheirando tudo que a envolve naquela hora, porque sei que sim estou bem e feliz. Mas pode ser passageira, assim como é um beijo bem dado, a gente guarda na lembrança.
Por sinal, “lembrança” é outro nome para baú. Lá se guarda e se deixa todos os nossos sentimentos bons e outros nem tantos; porque felicidade também é relembrar fatos da vida. Ou seja, ser feliz é um motivo de busca incessante. Busca essa sem medo, sem culpa ou anseio. Não digo que todos nós seremos felizes, porque não é do jogo da vida dar empate, mas é cantinho só nosso, onde poucos têm acesso. Eu tenho tentando acolher a felicidade como algo circunstancial, porque não há como por mais vontade e boa ação que se tenha aprisiona-la para si; não sem tornar a sua felicidade um fardo para alguém.

Torcidas “organizadas” das relações




Tenho comigo dois pés bem atrás com isso. Não digo que detesto, mas me sinto deveras desconfortável com torcida por relações para que “voltem”,” deem certo”,” agora vai”. Até porque é de uma hipocrisia tremenda. Os que hoje defendem, amanhã descem o pau e vice versa. Eu sou o do não faça nada, porque só piora.
Relacionamento é como espinha dentro do nariz, só quem tem sabe os problemas que é tratar disso. Todo mundo meio que sabe opinar e dar conselhos, mas passe uma revista na vida de todo mundo, e descobrirá que são cheias de buracos feito queijo suíço.
Outro dia, um conhecido, morando junto há três anos com a mulher, passou por um perrengue danado na vida, algo tipo policial mesmo, e quem ficou ao lado? Ela – esposa amada, religiosa – salve! Salve!
Meses depois, ele em novo emprego, ganhando melhor, acaba de trocar a mesma por outra oito anos mais nova, fogosa e “descomplicada”, segundo ele mesmo (...). Fizemos em outro momento uma troça com ele, enchendo de perguntas e dando conselhos, tirando onda e aperreando o cara até ele estourar. Sabe o que ele fez?
- Enumerou pelo menos 10 coisas “insuportáveis” na ex- mulher que ele não aguentava mais. Quando se quer achar defeito, não precisa nem procurar, a gente acha na hora. Eu mesmo já sofri este tipo de situação contra e fiz também a favor de mim. Não sou santo, mas já levei mais pauladas nesse campo do que dei.
Na mesma linha, tenho também uma conhecida, que não é nem de hoje e nem de ontem: O marido parece ter todos os defeitos do mundo. Motivo para se separar, ela já contou até para o papa, segundo dizem. Não mais do que de mais, surge de vez em quando listando as 10 coisas mais maravilhosas sobre meu marido.
Gente! Pelo amor de Deus! As pessoas estão juntas por “N” motivos. E pelos mesmos “N” motivos estão afastadas ou totalmente separadas, razão: cada qual tem a sua. Se meter é como caxumba, uma hora vai para o saco e enche de vez.
Aprendi a não falar de nenhuma relação, tanto quanto necessária fosse. As voltas e vindas são como as estações do ano nunca se sabe se chove demais ou esquenta de menos.

terça-feira, 21 de junho de 2016

A busca




Todo mundo nessa vida busca algo; isto é o que mais certo existe na vida. Seja um bem material ou uma promoção.
Além da busca propriamente dita por coisas que nos agrade e recompense, queremos mais do que tudo ser aceito. Buscamos através do olhar dos outros a aprovação de nossos feitos, e nisso caminha toda a humanidade. Não importa em que lugar, língua, sociedade se viva, alguém em algum canto desse planeta anseia por aceitação. A gente existe para isso. Para ver na contrapartida do outro respostas que possam dar um sentido para cada palavra, ação dita e ou não dita.
Começa na barriga da mãe, com o feto querendo ser amado; continua nos primeiros passos e com isso surgem os primeiros escambos sentimentais, o bebê troca seu sorriso pelo carinho e atenção dos pais e vice versa, depois vem todo um processo intermitente de tentativas e erros de sermos aceitos. A morte é só mais uma etapa. Não por isso muitos pedem perdão nos últimos momentos da vida; suplica-se perdão querendo na verdade atenção sincera aos nossos medos futuros.
A busca nos degrada, é um fato e um fardo. Perdemos grande parte da vida, tentando agradar para ser inserido em alguma coisa maior que a gente. Seja na igreja, agradando ao clero e esquecendo às vezes de Deus.
Ninguém vai e diz ao representante maior de sua religião:
- Não quero nada não! Deixa-me aqui só rezando e agradecendo.
-Também não quero participar dos cultos ou missas, nem ir às reuniões.
Isso não acontece! A pessoa vai porque lá tem uma turba de seus “iguais” e você precisa que eles os veja e deem o apoio necessário para ser visto também como um a mais dentre eles.
Praticamos isso em toda a infância. Quando suplicamos que os grupos formados de meninos e meninas nos insiram nas patotas e brincadeiras. No colégio quando chegamos e curtimos com os colegas as novidades do dia.
Quem não fica demasiadamente triste quando chega ao trabalho e não recebe um bom dia ou sinal de bom agrado com a sua presença? Buscamos aceitação em todas as partes e segmentos da vida. No amor talvez seja até demasiadamente pior: Na maioria esmagadora dos relacionamentos, começamos logo suplicando amor; algo quase que sintomático. Me aceite primeiro que eu me doo; compreenda-me, entenda meus medos, aceite minhas fraquezas, etc. tudo gira em torno de aceitação e busca. Uma jornada quase sem fim do ser humano tentando estar contido no mundo. Eu digo uma coisa, quando não acontece é terrível. A gente não se acostuma com indiferença ou reprovação.  A dor de não ser aceito é uma das que mais devassa a alma humana. Poucos são os que conseguem passar por essas etapas incólumes; quando conseguimos é libertador – nos coloca num nível acima da dor comum .  Não adianta só dizer que não liga isso não resolve da boca pra fora.  Na minha vida vejo muito obtuso arrotando não precisar de nada e nem ninguém, o que só pela declaração se torna irreal – quase uma fanfarrice desmedida, visto que quem não precisa de nada, não fala por falar, torna isso real e palpável com ações.
Saber entender o quão é importante buscar por aceitação, não tendo que se sujeitar a qualquer tipo de aceitação é a diferença crucial para não estar preso ao um elo intermitente de sobras e carência afetiva. Ter em mente que você um ser “vivo” que também faz falta. Também tem o “poder” de escolha; faz todo um sentido no final da trajetória de vida.
Quando apenas nos baseamos em buscar aceitação, o que nem sempre percebemos, mas se formos olhar bem profundamente para dentro da nossa carência, vamos enxergar que isso foi quase corriqueiro a vida toda, notaremos que houve uma grande doação de “nosso todo” por quase nada das pessoas. E isso é ruim e destrutivo. Porque cai em um poço profundo que vai da busca do “EU” (quem sou ou o que sou) donde grande parcela da humanidade fica aprisionada da dúvida eterna de se encontrar. Talvez por isso Paulo Coelho tenha tirado a grande sacada quando fez O Alquimista, soube como poucos falar dessa buscar pelo “EU” e pelo superior “DEUS” coisas que são indivisíveis e invisíveis, nada concretas, alheias à nossa vontade e famintas de fé. Uma fé na capacidade de tornar a sua vida minimamente decente e fé em não duvidar, mas crer sem questionamentos em algo maior – muito maior que é DEUS.
Então... apercebe-se que a cada nova foto, a cada nova escrita esparramada de sinais de raiva, ressentimentos, a cada vez que pessoas estão se expondo e colocando pra fora toda sua angustia e decepção, na verdade está lá querendo dizer que buscou e não foi aceito – tentou, mas não foi ouvida. E enquanto for assim, assim fica descrito: Nós somos enquanto massa uma tentativa de liberdade... arremedo de procura de solução...uma canção de amor platônica, cantada nas areias do tempo.




segunda-feira, 20 de junho de 2016

A mensagem




Se você vê, provavelmente esta em você.
A grande maioria cai numa rotina excruciante de repetir as mesmas pessoas, lugares e empregos. Não digo exatamente igual, mas coisas e pessoas nos quais acha que sabe lidar e na maioria não lida bem coisa alguma. É a velha história de procurar o rosto da pessoa amada em outras; o amigo de outrora, o trabalho da vida e etc.

No que resulta em sua maioria um fracasso total. Daí que apagamos os mensageiros sem lermos as mensagens. E se, sobretudo não entendemos as notas de rodapé, provavelmente estaremos nos repetindo e reclamando das nossas escolhas, o que muitos chamam (dedo podre).
É só olhar no que você não gosta nas pessoas. Provavelmente vem reprimindo isso, porque você é justamente o espelho delas. Irrita suas escolhas, porque elas surgem de você mesma, que tem por afinidade com todas as outras a sua volta.
E o ego é tão alto que finge não notar. Finge não que não há dentro de si um “serumaninho” cheio de medo por mudanças e então preserva o que já tem. E preservar o que pensa que controla é por muitas vezes jogar fora as mensagens, culpando o coitado do mensageiro. 

Mas, ela é insistentemente cíclica. Retorna até que se leia o conteúdo todo, o que por vezes pode ser tarde demais. Eis algumas mensagens de rodapé que não queremos ler.

1)      Nada se repete incessantemente sem ter alguma causa primaria em seu conteúdo final.
2)      Ninguém é tão obtuso que não tenha um motivo lá no fundo que precisa ser trabalhado e amado.
3)      Você não pode mudar as pessoas, mas pode repassar o que sabe e estar adequado para recebê-las melhor.
4)      Existe uma janela para cada um nessa vida, donde poucos conseguem se abrir;
5)      O melhor momento é de agora, do amanhã nada se pode esperar de bom que não tenha começado hoje.
6)      Confiar é confiar – não tem como ser meio crente com uma pessoa, se ela infringir é escolha dela.
7)      Quem somos nós? Melhor quem sou eu? Isso de crer em diversas facetas só é bom para livros, a gente é um só no controle de tudo. Tentar ser coerente é uma base sólida para todos os outros relacionamentos da vida.
8)      Por merecimento só tem uma coisa certa: A VIDA. Vivemos porque merecemos. Felicidade, saúde, amor, trabalho são conquistas diárias, que nos motivam a querer mais e mais. Nunca é errado querer ter todas as conquistas do mundo. Errado é querer ser maior que os outros.
9)      Dizer que alguém não esta a sua altura, é esquecer que tipo de projeto de ser humano é você, como nasceu como viveu e como vai morrer. Não tem nada diferente ou especial em você que não seja o mesmo princípio para todos.
10)   O amor nem sempre começa pela paixão. Nem sempre é guiado pelo desejo ou química. Não esta debaixo da porta com flores em um cartão. Não manda mensagens. Não se ilude com dinheiro ou posição social. Começa bem, mas não sabe como vai terminar. Pode nascer de uma amizade e virar eterno, ou pode simplesmente nunca acontecer para você. O amor não tem manual de instruções. Tudo que pode ser feito, tem e deverá ser feito por ele. Sofrer ou ser feliz faz parte também do amor. Ele não só planta como colhe de você frutos. O amor só não mata e nem se manifesta nas cenas de violência e dolo.
O amor verdadeiro pode existir até na simples compra de um sorvete de cascão, comprado num dia qualquer sem interesse algum. Nas risadas de bons amigos. Ou na boa intensão de ser feliz com qualquer por motivo algum.