quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Existem promessas de se ver que são mais inteiras que uma vida toda juntos. Existe um tipo de amor que é condescendente com a paciência e espera acontecer. Há mais camadas de sentimentos em um olhar de vontade de se pegar, do que toda pele nua sobre a cama. Em cada vontade de se conhecer mais, tão profundamente entra na cabeça tão quão música que gruda e toca repetida vezes, convidando-nos a dançar a música que conta nossa história. Um dia só? Dura o tempo que for.
O ser humano perfeito não existe! Se formos só por esse lado, melhor chamar o meteoro e zerar tudo. Este tipo de teoria só existe na utopia de Bob. As pessoas são boas e más, estão entre o certo e errado todo tempo, a gente escolhe mudar para dar um passo de cada vez. Primeiro foi acabar com uma dinastia de merda, não começará com Bolsonaro e nem terminará com os próximos presidentes. Uma pessoa que pensa assim, como a tal postagem que mostro aqui, é morar na casinha do cuco, só saí para dar palpite e as horas.
Viver é bem mais complicado que isso, requer saber coisas e ter muita tolerância com o objeto animado chamado SER HUMANO. Não se vota em um presidente por ele ser o super homem, isso é Hollywood que disse. Devemos sempre mudar o rumo, quando ele demonstra que ficou totalmente torto e inviável, e - era assim que estávamos.
Desculpa em dizer, mas esta condição de se avaliar pessoas com extremidades, não serve nem para avaliar a si própria, Vai ver, e você acha um desses deixando o cachorro o dia todo no carro no sol, e nem se lembrou, ou então, passa todo dia pela faixa de ônibus, só para ganhar tempo. Mas, como ninguém vê, posa de santo e exige santos.
Antenado.
Ansiamos por conhecer alguém que nos projetem sonhos realizáveis, alguém que nos proteja da culpa da falta do amor, cubra de nossas cabeças aos pés com seu manto de compreensão e conduza pelas mãos a nossa ingenuidade que toda ação gera reação. Pois é... Não existe essa plena realização toda, porque também cortejamos a paixão, o desconhecido, as primeiras etapas da apresentação, que nos leva aos ciúmes, ao desejo e também a rotina. Acredite se quiser, mas há quem deseje apenas viver pelos primeiros momentos e não queira dar nenhum passo a mais. Não obtenha interesse em saber o que vem depois da curva da rotina. Não confiante, elogia o platônico, porque viver amando sozinha é dor, mas é só sua dor, de mais ninguém, pode usufruir e compartilhar com os amigos.
Não acho justo. Verdadeiros relacionamentos começam e terminam diversas vezes dentro de si, são as dúvidas e os anseios, que nos fortalecem a dois. Você nem precisa dividir isso – basta apenas não desistir e continuar. Amor novo, não sobrevive sem culpa. Se não houver telepatia e “casualidades” de se tocar na pele e mandar mensagens sem sentido, não vai ser nunca amor. Quem gosta de você, vai te ler no WhatsApp, e responder mesmo afogando-se; entre as subidas e descidas, pelo menos um pensamento será teu. Quem pensa em você, esbarra o dedo na sua foto, toda vez que abre, lê espionando suas postagens, curte curtir você feliz, digita mensagens de cunho reciproco, envia sinal de fumaça nas antenas de celulares.
Deixe partir todo celular ocupado. Deixe ir toda pessoa que oculta status. Não insista em nada na sua vida que exija duas linhas de desculpas. A pessoa que gosta de você diz: “ vou “; “quero“, “ topo “; “ que horas? “
A maior história amor, termina sempre em separação.
Eis que os albatrozes são entre todas as espécies vivas, as que mais se reproduzem em família por muitos anos. Podem viver juntos por até 40 anos. E neste período o casal passa 9 meses voando separados pelo planeta e vão se encontrar na primeira ilha que se conheceram. Lá o macho dá uma escovada nas penas da fêmea ( rsrs ), alimenta com peixes, corteja, limpa o bico de parasitas e só depois acasalam. Se der ovo e filhotes, eles vão criar... Se não der, vão viajar solteiros tudo de novo. Mas ao longo dos 40 anos, depois do último filhote, eles se separam definitivamente, para nunca mais de verem. Não existe relatos deles morrendo juntos. 
O que podemos dizer? Que seja eterno, enquanto o bicho ainda é duro?
Duas mortes: As razões?
Um dia escutei que as razões da morte são as mesmas da vida: impedir que o mundo pare de girar. No último final de semana, um rapaz tirou a vida e uma menina de 17 anos, na casa dos tios, apareceu na piscina morta afogada.
A razão do primeiro foi a depressão.
A razão da menina, foi intimidação, precipitação, incapacidade de ouvir não.
O primeiro passava por altos e baixos dentro de si, e me leva a entender como ao longo dos anos, fomos perdendo a sensibilidade com a vida. Mais da metade da geração 2000 está enfrentando sérias dificuldades de entender o comportamento do supérfluo e do fim das coisas. Tudo é 100% felicidade ou tragédia. Já notou como as pessoa postam seus momentos? Umas são falando de natureza, de beleza, de canção, de mar, mas completamente sozinhas, mesma acompanhadas de multidões. É uma tal de felicidade sem limites que nunca existiu. Ninguém pode ser feliz a vida toda, cabe um pouco de tristeza e de pés no chão para que não mergulhemos de cabeça no vazio.
A outra morte, esta relacionada a suspeita que o primo que também tem 17 anos, possa ter afogada-a na piscina e saiu calado sem dizer nada, porque o lugar era tão raso que cabia uma criança de 6 anos em pé. Suspeitam de amor platônico e rejeição. O moleque pode ter matado com raiva de não ter sido correspondido e agora vai conviver com isso?
Que tipo de geração criamos? Quais as nossas e as responsabilidades da sociedade que não permitiu palmadas...
Não permitiu que disséssemos não! Como ser bem sucedido na vida, se tiramos a oportunidade de nossas crianças enfrentarem os próprios problemas da idade?
Eu comprava feijão,arroz, leite e pão para minha mãe.
- Eles fazem o quê?
Eu pedia namoro e recebia algumas vezes um não...
- Eles absolvem como?
Viver é muito mais que selfies.
A responsabilidade emocional é um dos maiores defeitos que possuímos nas relações. Se for para ser sincero, chego a dizer que é covardia, colocar todo o peso de ser feliz no outro. Como podemos convidar alguém entrar na nossa vida, obrigando-a oferecer o tudo ou nada? Ou traz a lua ou não é suficiente? Fica impossível e no final da jornada, a pessoa chega cansada demais para amar alguém que só enxergou erros. Se você quer entrar numa relação ou manter a sua, é preciso parar de ser convencional! Se opiniões de terceiros resolvessem, casavamos com três, não dois. Relação para ter amor, tem que ser através de gestos que complementam um ao outro. Vai para uma festa juntos? - Perdoa o atraso dela. E, você compreenda as besteiras que ele discorre na mesa. Aceita as antigas amizades dela, você não se mete com as dele. Combine séries de interesse aos dois, mas não critique as dela, não o convença que futebol são 22 homens correndo atrás de uma bola. São essas picuinhas que valem muito na hora de discutir. Cada um que queira valorizar suas manias. E está tudo certo assim...
Desde que não entre na cobrança de dizer que ama só para aparecer na foto do casal. Tem mulher que valoriza demais as luzes e o vestido, esquece de valorizar a vida dos dois. Homem também não esquece fácil mancadas. É tola quem achar que a gente não quer dar as mãos. É tola achar que não gostamos de quem nos defenda em público. Eu tive uma relação que tudo que amigo que fosse criticar a.minha pessoa, eu me defendesse, ela ficava contra mim. Depois de muitas assim, perdi o tesão de ser expansivo ao lado dela. Ter mulher, também é ter alguém que dá voadora pela gente. São detalhes, são pequenas construções que viabiliza uma relação. Mulher inteligente, só é interessante, quando ela gosta de nos ouvir. Vice versa é a recíproca verdadeira. Mulher que sorrir sempre que olha para gente, dá vontade de cuidar para sempre. Relação que diz " Oi " eu devolvo, é presente de grego.
Minha mãe é devota da Santa Resiliência. Se estiver tudo desmoronando ela acende uma vela para a paciência e outra para a vida, deixa que Deus tome todas as providências. Eu não sou assim, gostaria de ser – mas admito: estou praticando nova fé.
Ela nunca comemorou as coisas boas, como as pessoas fazem, a gente agradecia em silêncio em casa, prontos para aceitar as coisas que não tinham mais jeito.
Quando algumas coisas caminhavam para ficarem pretas, ela fazia um bolo com guaraná, massa e ovo e botava para a gente comer. Eu achava que não tinha motivo para festas, nunca entendi direito, mas ela dizia que se a gente dividir a tristeza, ela fica menos triste.
Não se comemora só conquistas na vida. Acumulam-se fracassos, para justificar o contentamento das coisas boas. Eu tenho sido assim: - Se algo bom me acontece, dá vontade de sair correndo na rua de peito nu gritando VIVA! Passa logo na cabeça a música tema da F1 e das vitórias de Ayrton Senna, daí eu choro sozinho, vendo o hino nacional tocar, porque a corrida é minha. Quem sabe o que ficou para trás sou eu.
De vez em quando, tocava-se no problema que nos afligia; e certas horas, até ríamos - eu sabia que a risada era vingança contra a tristeza, para ela não se alimentar do rancor. Em qualquer fase aguda, de maior ou menor grau de tristeza, se a minha face esboçava desistência, manchada das lágrimas da batalha que travava, no lugar da reclamação, encontrava a mesa posta com o que de melhor podia me dar.
A receita consiste em não se desesperar. As frases negativas possuem força de ímã de geladeira, são maus conselhos.
O chato da rádio era eu.
Na pobreza a gente se reinventa. Nunca fui um adolescente só do futebol, eu ficava lendo livros e indo ao cinema, todo final de semana e feriados. Apesar da boa lata que diziam que eu tinha, eu era um esquisito para conversar, as meninas mais novas preferiam os descolados de calça acima do umbigo e tênis rainha; já eu preferia , as mais velhas boas de cama e de ouvidos.
Eu as enganava com convite de peças de teatro, e entradas de cinemas, parecia um Gastão atrevido. Não sabiam que era participando de vários sorteios nas rádios. Eu vivia de butuca e orelha em pé, para saber qual era a prenda do momento. Na minha vida de adolescente, pedir dinheiro para os pais, era mesmo que soluçar na feira de games com 50 centavos, não dava mesmo. De pintor de ventiladores dos vizinhos a solucionar de charadas eu fiz de tudo.
Minha semana era ligando do orelhão em pé, a fila que esperasse- e que os deuses das fichas tivessem pena de mim; cada ficha que caía era um nervoso só, atende logo dona rádio.
Não esqueço nem a raiva do radialista:
- Alô, ouvinte, quem está na linha?
- Alexandre Santos, do Roger.
- Mas, rapaz! Tú de novo?
Eu topava tudo, escrevia letras de música, poemas, mandava traduções, dizia o nome do ator e da novela, resolvia a charada do nome do filme na música, tudo para ganhar alguma coisa e usar na próxima semana. Na década de 90, o que dava cortesias e prêmios, eram as rádios do momento, e quem mais ouvia? – Soy Jô !
Eu até admito: perdia mais dinheiro em compra de fichas, do que merecia alguns prêmios, mas só a vontade de participar e vencer algo era o suficiente. Cansei de reclamar em pensamento para que o corno do radialista dissesse logo o dia e hora para pegar o prêmio, antes que o orelhão comesse meu tempo. Além dos prêmios em rádio, eu colecionava cupons de sabão OMO, Nescau, leite ninho, Danone e tudo que tivesse algum prêmio para receber.
Passei uma época fazendo tanto isso, que meus ouvidos já eram treinados... Até dormindo eu ouvia a palavra prêmio.
Fábio Junior dizia algo sobre a metade das laranjas, só que em caso de separação, existem duas máximas: Um morre para outro renascer!
Se a separação é total por divergência de ideias e sentimentos, não será agora que estão distante, que vão compreender os motivos.
Daí que surge o palco para os dramas e comédias da vida a dois. Se for o quem tomou a decisão, agirá como se quisesse viver tudo e todas as coisas plenamente. Entrará em forma pela opinião dos outros. Testará da dieta da lua aos supinos e pesos das academias, buscará conhecer gente, pintará quadros e remoçará 10 anos. Já o outro, se esconderá no palco fundo do picadeiro. Séries, filmes, documentários, igreja, arrependimentos e dedos rápidos na tela do celular. Passará os dias e as horas a contar o número de fotos e de fatos a se entender sobre o rompimento. Buscará teorias e por fim, usará pouca roupa, porque será da cama para o trabalho. O porão das recordações é um lugar sombrio, nunca vi ninguém tirar boas coisas de lá, mas é para lá que todos os melancólicos vão.
Os amigos sentirão alegria pelo que renasceu e pena pelo que adoeceu, dirão que é compaixão e farão encontros separados, para que um não estrague o dia do outro.
Mas se, a sofrência for igual, com mesmo teor de peso para com os dois, a volta é certa. Ninguém escapa da telepatia do amor, o que os une, são pensamentos e desejos iguais, mesmo longe – afastados pelas diferenças, permanecem fiéis aos seus sentimentos, e estarão fadados as novas promessas.


O Bem e o Mal.
Quero falar de novo sobre o "João de Deus", apesar de todas acusações que devem ser investigadas, ainda espero que a justiça faça justiça, com toda calma que faça necessária. Porque lembro até hoje em 1993 quando a Globo deu a voz para uma mulher acusar o casal dono de uma escola de alfabetização em SP. Eles foram apedrejados pela mídia e população e no final eram totalmente inocentes, mas o dono já tinha se matado, a justiça errou!
Justificando esta exceção, acredito como já disse antes, que todo médium bom, fica na casa espírita e não poder ter vaidades acima do seu propósito. Lembrando que " João de Deus " é espiritualista, não espírita!
Por outro lado, a postagem fala sobre o bem e o Mal, uma característica própria só dos seres humanos. Desde que nos tornamos crentes que o mundo tem seu criador, passamos a separar a bondade e a maldade como duas facetas totalmente distintas e de escolha própria. Você é uma pessoa do BEM ou do MAL. E, se eu te disser que somos ambas? E, se eu te disser que uma cidade inteira se beneficia do centro espiritualista dele? Que economias, vidas, pessoas, viveram e sobrevivem única e exclusivamente do que gira em torno e dentro do centro? Que milhares de pessoas crentes em sua fé encontraram sua cura, mesmo que ele tenha sido charlatão por toda uma vida?
A dicotomia esta justamente na conjunção de coisas que são aparentemente de lados opostos, mas que na pratica se misturam e faz com que você possa viver no limites das duas coisas. Os supostos abusos, a suposta picaretagem do médium. criou mesmo por " linhas tortas " uma qualidade de vida para outras, quer quisessem participar, quer não quisessem, estavam intrínsecas no processo. 
Assim como tem sido na nossa vida, quando temos que tomar alguma decisão que vá ferir ou magoar alguém, podemos estar tirando o emprego, destruindo uma vida, mesmo supostamente sendo do BEM. Ou quando um pai de família é baleado e morre, e na investigação se descobre que ele era bandido, estuprador e a esposa acaba se apaixonado por um excelente homem, que é o policial do caso. Percebe o quanto tudo é muito junto e misturado? Uma ação nem sempre é o que pensamos ser.


A espiritualidade não depende de médiuns de moralidade ilibada, assim como as igrejas não dependem exclusivamente de padres " santos ", bispos " honestos ", elas existem por obra de um ser criador acima de todos, e usa-nos como ferramentas, e ferramentas são do tipo : " prestam " ou não prestam. Algumas vêem de fábrica com defeito, mas pelo menos serviram seu propósito mesmo que uma única vez.
Lógico que nos melhores dos mundos, seria ótimo que confiássemos plenamente nos que detêm a espiritualidade em suas diversas formas e segmentos. Mas, temos exemplos claros de erros e tragédias em todas religiões. 
Um médium é detentor de uma paranormalidade que até hoje não se tem total controle, eu sei disso por 27 anos, quem vive, sabe disso, só os vaidosos e afeitos ao estrelismo é que dizem saber se comunicar diretamente. 
A vontade de Deus é soberana sobre o efeito físico. Assim como um dito " Santo ", só opera algum milagre pela vontade de Deus, um médium espírita só intervem quando é dia e hora para que isso aconteça, todavia, só vai acontecer se ele estiver pronto e capacitado. Ahhh então ele tem que ser puro e honesto? - Não! Nem sempre! A sua mediunidade, seja ela de efeitos físicos como era Peixotinho que emprestava ectoplasma para as aparições ( ele foi um dos poucos ), temos os auditivos, sensitivos, visualizadores, psicográficos, e por fim, tivemos o Chico Xavier que teve tudo isso ao mesmo tempo, uma raridade impar a cada 2 mil anos. 
No resto, é entender que o telefone só toca de lá para cá. Só se cura pela fé em Deus e só se deve crer depois de dirimir todas as dúvidas, através da razão e da ciência.
Espírito existe? - Sim! Tão certo quanto você acabou de ler.
Mas, ele só tem permissão para se comunicar quando a espiritualidade entende que isso seja necessário, e que um médium com tal capacidade mediúnica possa ser ferramenta para o processo. O que ele faz depois do processo é da conta dele e vai pagar se passar do ponto.