quarta-feira, 16 de janeiro de 2019



Hoje reencontrei um amigo de longa data, que me inspirou no texto. Ele tem um distúrbio singular. Ele só não ! Ele e outra amiga, que também está sumida pelos lados do Ceará. Ambos quando bebiam mudavam suas personalidades da água para o vinho,
O amigo vou chamar de Roberto. 
Ele quando ficava embriagado só pegava mulher feia. Ele é boa praça, boa lata, mas bêbado, só se interessa por gente feia. Muito feia. Mas feia mesmo! Não é exagero o que eu digo: O zap dele depois do carnaval tem uma lista de A-Z de mulher feia que ele tem de se desculpar e bloquear, porque elas acharam que tinham encontrado príncipe encantado.
E você pode perguntar, por que ele não beijava mulher bonita então? - Porque, ele não achava que eram bonitas! Mulher feia ficava na escala de medições dele no 10 e bonita 0. 
Eu e mais 3 amigos, combinamos uma vez de dar dica a ele, se a moça era feia ou bonita, isso quando ele estivesse realmente bêbado. A gente saía e ele logo encantava-se por uma vassoura de piaçava. A primeira coisa era ir falar com ela, a gente, no caso eu, dizia: - Não,cara! É sujeira sujeira, ele falava: - Ahhh até que é bonitinha véi.
- Pronto, ficava com ela a noite toda de beijo de língua.
A Outra pessoa era Mônica.
Mônica, era linda, olhão azul, branquinha copo de leite. Mas, totalmente lésbica. Tinha até namorada/esposa, moravam juntas, só que viviam se separando por uma única questão apenas:
- Mônica quando bebia, só queria saber de homens.
No caso dela, beijava e terminava na cama fazendo sexo.
Como com Mônica era antes do zap, existia apenas o messenger e orkut, as redes sociais dela vivia pilhado de rapazes loucos por ela, no período do carnaval e São João. Época em que ela estava quase sempre rompida com sua namorada/esposa. Depois era um suplicio dizer que não gostava de homens e excluir eles dos contatos. 
A gozação com ela era grande, e por incrível que parece tanto a amiga, como o amigo, sofriam de um tipo de amnésia maluca sobre o que sentiam na ocasião da embriaguez. Os dois lembravam das pessoas que ficavam, só que eram meio que embaçadas as memória visuais dos rostos. Não lembrava do papo e nada muito específico, só que tinham muito tesão pelos parceiros que escolhiam embriagados. No caso do Roberto, não era sempre que rolava sexo, mas com Mônica era! Talvez porque era muito linda e os caras não queria perder a chance. Não sei... coisa de malucos.


Se quiser me seguir, terá que sorrir comigo também; ainda que seja com os tropeços e com as paradas necessárias para descansar o corpo e a alma na estrada, chamada Caminho.
Gostar de alguém em um mundo vazio de razões não é fácil – mas, ninguém valoriza nada sem o devido esforço. Se quiseres facilidades, senta a bunda na pedra e deixe os peregrinos passarem.
Porque é assim que se trata todo caminho daquele que busca respostas para tudo. É assim para os que vão à peregrinação da cidade de Compostela; é assim para todo resto de uma vida. 
Meus cabelos brancos ditaram até aqui uma história com começo, mas sem fim escrito para acabar; até que exista uma única linha ainda a escrever, eles serão o contexto de uma regra que não se desfaz nos meus erros. Se hoje eles não retratam uma beleza exterior, o conteúdo fala muito mais de mim que toda aparência. 
Se quiser me seguir, então venha...
Busca alguém que pelo menos lembra o que conversou contigo ontem.
Não tem prova maior de interesse do que ser ouvido e lembrado em todos os pormenores. Eu falo a vida todo de gestos e ações, só palavras viram borrões em lágrimas. A começar pelo gesto da lembrança. Não adianta doar poesia se alma é fria. Tem que haver conteúdo para ser tempo futuro.
Ora, se você não se esmera em adquirir conteúdo, nem que seja sobre si mesmo, como é que exige da outra profundidade? O atual mundo te pede algo além de fotos postadas em páginas sociais. Só sair, não gera conhecimento. Só ficar não diz nada. Só sexo, não revela intimidades. Retorno a dizer: - Se a outra pessoa não se lembra dos assuntos relevantes conversados pelos dois, não é amor; porque amor marca, escreve, anota contextos indeletáveis.
Não há nada mais frustrante do que descobrir que não existe memória no outro. Tudo se passa muito desassociado, distante, sem histórico. A primeira atitude dos seres humanos modernos é se expor em descobrir no outro costume, associações, gostos, paladares e sonhos contidos; é o início onde começa a se revelar se haverá banquinhos de praça para se sentarem ao por do sol. Sem uma história por trás não existe relevância.
Queira alguém que não te pergunte o que você disse ontem...
Excedeu no Tempo
Algumas vezes o amor é desde o início, mas também recebe o nome de afinidade. Não se permitiu roubar um beijo quando ainda tinha forças. Não usou da poesia da franqueza para declarar amor. Quis proteger uma ligação repleta de desejos, convertendo-a em afeição. Tomou de um respeito bobo, não avançou todos os sinais.
Surgiu então um medo de se ferir. Contentaram em se ver por desejos, e por acenos, perderam-se no olhar.
Falavam de confidências para suprimir vontades, escondeu a atração forjando lealdade, ocultaram a possibilidade de sexo para não falarem de dúvidas a respeito da cumplicidade que corria dentro do peito.
Travaram com desculpas, a inquietação que reinava no silêncio e na saudade.
Tudo se encaixava perfeitamente. Concordavam antes mesmo da conclusão dos fatos, falavam de filmes e se permitiam discutir o que vinha à mente com liberdade total, sem filtros.
Gastaram todas as palavras um com o outro, menos as que falavam das coisas do coração. Omitiram declarar o que sentiam. Tinham um tipo de conversa singular, com risos soltos, conversavam sobre músicas e seus significados. Argumentavam promessas sem um futuro.
Aguardaram que a vida reunisse todos os planos e provas de se encontrarem juntos, quando nunca existiu julgamento.
Caça aos "médiuns"
Com 27 anos acompanhando a vida espiritual de perto, eu sei e muitos amigos meus sabem, só não dizem: " Fora da casa espírita, não existem mediunidade boa." Tudo é muito confuso e mais do que isso, gera desconfiança.
Eu digo que mais de 50% dos médiuns, não são médiuns! São prestidigitadores, são enganados por suas crenças, são fanáticos ou simplesmente esforçados em deter um dom que não tem. Quem frequenta casa espírita, não quer dizer que seja médium, muitos nunca serão, nem tentarão ser. Já outros irão se esforçar e até fingirão ser. O que causa toda esta celeuma como o caso do João de Deus e o falso médium da reportagem. O João de Deus, e concluo que já foi um dia um ótimo médium, mas perdeu sua condição de mediunidade e passou a forjar por vaidade e ganância.
Minha única dica é: Nunca fale nada da sua vida numa casa espírita. Não conte seus problemas à ninguém. Entre calado e saia calado. Se a resposta que você procura vier em forma de mensagem ou cura, foi a vontade de Deus! Nunca será do médium. Ele só é instrumento, não é ação. O pior dos defeitos espíritas é se mostrar sem proteção.

As coisas que precisamos ouvir



As coisas que precisamos ouvir
Muitas vezes as palavras que não podemos pronunciar são as mais verdadeiras, mesmo as que podem magoar, porque elas dizem coisas do coração que a razão manda evitar. Não é de propósito, é por medo, não é para atingir, é para fugir. A palavra tem um dom de encher a alma até transbordá-la, de romper barreiras, curar feridas, ou de nos machucar. Cada vez que dizemos algo, uma janela se abriu em algum lugar para que uma porta tenha que se fechar.
Tudo que exige esforço deixou algo para trás. A poesia nasceu da tristeza que deu formas de escrita a alegria.
Interpretar a vida é como um filme, às vezes ignora-se o texto todo porque não importa mais dizer as falas, deixe-se ficar atuando em um filme mudo. Faz bem não participar.
As palavras que já foram ditas, não podem voltar atrás.
As pessoas não fazem nada que já não estejam querendo fazer a muito antes de dizer. Não se força um pássaro voar, sem antes Deus pintar as asas.

Eu não acredito nas pessoas felizes para sempre
Todos os meus bons amigos que convivo até hoje, possuem um traço de tristeza no olhar, uma leve depressão na pele que ressalta marcas de cicatrizes; muitas ainda não completamente curadas. Não são pessoas insuportáveis, muito pelo contrário, agem com pessimismo apenas nos que praticam excesso de felicidade; porque eles sabem a hora de contar com a boa compreensão que tudo que sobe, tem de descer.
Eles não estragam seus dias, criticando a ponte construída de suas vidas. Muitos deles sofreram com bullyng, mas não se permitiram diminuir nas adversidades. Existe uma forma de honestidade em suas condutas que vai até nos conselhos mais simples. Nenhum deles surgiu do sucesso idealizado de seus pais, entenderam que ter um pouco de tristeza faz bem, assim como a fé e a certeza que o amor existe para quem deseja tê-lo.
Uma parte deles, já vira alguém que ama se for da Terra. Mais da metade deles choraram por amor, erraram em escolhas, apontaram deslizes, caíram em buracos prontos do destino e outros tantos se tornaram frágeis quando tudo que queria eram ser fortes.
Não foram tão felizes, porque a felicidade tem sinônimo de esperança. É sempre a ultima...
Eu sei que quando estão rindo é porque choraram antes, e quando estão tristes é porque espera a felicidade entrar na vida deles de novo. Cada um sabe as limitações que têm os fracassos que nos cercam os motivos que nos faz levantar e seguir o dia lutando.
Faz anos que aprendi que vida pessoal só interessa a você mesmo. Eu não sabia ter uma, era como todo mundo um exibicionista cotidiano. Achava bom estar em foco. Depois de alguns erros, descobri que as pessoas visualizam para ter matéria robusto do que falar. 50% são fofocas. 40% curiosidade e 10% torcem por você. Relacionamento, a gente guarda no cofre do coração. Se deu certo, vai para prateleira das prioridades. Errado: para o limbo, lugar onde fica tudo que não se quer lembrar mais. Você é o maior ganhador, porque não teve que explicar nada. Se amou, foi ótimo, se levou um fora, deixa doer, mertiolate doía também, mas era para nosso bem. Ninguém aconselha tão bem que sua própria consciência quando fez de tudo. Quem te apoia hoje, amanhã apoiará outros, melhor não contar com isso sempre. Amigos do coração não fazem distinção. Te colocarão sempre na lembrança de todos os eventos. Os que não chamam, são selecionistas ou nunca gostaram de fato. Para de reclamar deles! Eles não te enxergam. Não enxergue também. Rede social a gente mostra pensamentos, textos, bichos, vídeos e tudo que puder ajudar alguém a sorrir ou ser melhor. O amor já existia antes das cartas, dos poemas, do rádio e TV. Por que é que agora só vale se for nas redes? Quem te quer mesmo, vai fazer de tudo para estarem juntos. Sem necessidade de aprovação deste ou daquele. Quem não quer você já sabe: tem todas as desculpas do mundo.

Não somos as vítimas!


Não somos as vítimas!
Acompanhei um depoimento de uma senhora de 62 anos, muito revelador! Ela contou sobre um abuso sexual que sofrera com o tio aos 19 anos. Nesta época, jovens não tinham credibilidade para denunciar coisas tão contundentes; resolvera ficar calada sobre o corrido. O tio nunca mais encostou nela. Mas disse que o estrago emocional já tinha sido feito. Não que ela soubesse na época. Ela contou que teve três casamentos e dois noivados. Uma coisa fora do padrão da família e que isso envergonhavam eles. No começo, não ligava se a achavam a ovelha negra. Após se formar, um mestrado e um concurso muito bom - começou a pensar que não precisava de mais nada e nem ninguém palpitando em sua vida. Com 57 anos, descobriu-se em depressão e com um tumor no estômago (operável), mas a depressão estendeu-se adiante, agravado pela morte dos pais idosos e pelo único filho que foi morar nos EUA. Ela o tinha na conta de tê-lo sempre ao lado, deu de tudo, mas ele fracassou em seus casamentos também. Caiu a ficha: - “Percebi que minhas relações todas eram baseadas na experiência com o meu tio. Os homens com que me relacionei eram do mesmo naipe, mesmo trato”. Ela disse também que depois de muita terapia, que só amenizavam, mas não explicavam, entendeu tudo de repente, quando um dia observou a sobrinha que sofria da síndrome do “dedo podre”. O caso dela era de violência doméstica. Tinha apanhado do ex-marido, sido traída e trocada - consequentemente vivia saindo de uma relação para outra, sempre com traições, amantes, casamentos desfeitos, a sobrinha só entedia o confronto com homens, como estivesse os punindo pelo tipo de homem que se casou. Isso revelou o seu problema. Percebia agora que fazia a mesma coisa: Tentava controlar e enfrentar todos os homens da sua vida, como se fossem o tio que ela não enfrentou no passado. No fundo ela achava que tinha fraquejado, tinha cedido ao abuso e foi culpada também. Enfim, esta batalha durou 62 anos. Hoje sozinha, sentia que tinha gasto todas as suas energias em vinganças tolas. Cada pessoa é uma pessoa. O que deixamos de enfrentar hoje não some simplesmente como a mágica. Se não enfrentarmos, eles (nossos demônios ), vão nos consumir e ganhar a guerra.

Ninguém morre não!

Ninguém morre não!
- Morre sim!
Tenho ouvido isso de muitos espiritualistas, ouvido até demais para meu gosto. Até que um dia, eu acordei de ovo virado e ao ouvir pela milésima vez essa falácia de um querido amigo; resolvi interpela-lo , pedindo o seguinte favor:
- Nada diga isso a torto e a direito!
Tudo que um suicida quer na vida é um motivo para se matar uma razão que diga que em outro lugar, talvez a vida seja melhor.
Eu sei que a frase é filosófica, afirmando que a alma sobrevive depois da morte. Eu sei, presencio isso quase todos os dias, nas muitas razões que vejo as pessoas perdendo entes queridos e pedindo por mensagens e respostas.
Mas, viver é ainda mais fundamental que passar pelo outro lado. Viver é primordial para morrer em paz. Com a certeza que tudo foi cumprido em tempo.
Se você pular de um prédio, não há quem pare a sua trajetória. Um tiro disparado, a bala não desvia sozinha. Se pular na frente de um caminhão vai morrer, muito provavelmente.
Vai morrer em qualquer situação que queira procura-la. A Dona Morte não se faz de difícil. É amante quente nos beijos ardentes da arte de seduzir para o seu lado.
Você vai morrer se quiser antecipar isso!
Sou contra a propagação da BOA NOVA ESPÍRITA! Deixa para pensar nisso no dia. Por enquanto, viver é o melhor dos gozos. A forma mais nobre de prestar apoio alguém é participando da vida.
Quando é que temos certeza de alguma coisa? Nunca.
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Muitas vezes sumimos porque precisávamos. Quando estávamos antes, nossa cabeça encontrava-se em outro lugar. Outras vezes desistimos fácil, em outras corremos léguas, encontramos força onde não tem, mas em muitas sentamos a beira do rio para jogar apenas pedras. 
Descrevemos a vida com uma vontade tão grande de estarmos certos, muita embora, não confiemos em nós mesmos. A verdade, no entanto é que sabemos pouca coisa da vida, até que nos dispomos abrir a maçaneta da porta e enxergar o todo. Mais da metade das pessoas que conheço, estão trancadas no coração e nas emoções, fechadas em suas casas e apartamentos. Entra ano e sai ano, só promessas. Não queremos perguntar: “Você está bem? “, porque isso demandaria tempo e interesse por elas. Algo que não é fácil hoje em dia perceber. Deste momento só se leva o que se recebe do bem ou do mal que se dá ou se nega receber. Independente da sua velocidade, quem acelera e freia é o destino. 
Só espero que um dia alguém deixe de querer ter sempre razão, para ser feliz. Sem botar na conta do outro a obrigação de fazê-la ser feliz. Aprenderíamos que existe uma brecha entre aquilo que gostaríamos de ver e o que podemos ter. Diminuiríamos a perda de tempo que se tem só imaginado, partindo para o verbo presente do viver. A melhor das escolhas consiste em pessoas que fazem o nosso silêncio ser confortável, nossa programação para o dia seja única. Independente se é de um restaurante, padaria ou pipoca, sentados ou esparramados na sala de estar. Cultivando no outro o olhar simples, de quem faz e sente sorrir o sentimento que o dia não precisa de presentes para ser feliz. Ser exatamente como você é. Melhor vida não há.