quinta-feira, 5 de maio de 2016

Por que eu preciso de gente?





Li um texto faz uns dias, por sinal bonito, onde dizia que mulher é complicada mesmo, fala pelo olhar, diz uma coisa e pensa em outra.
Mulher não responde sua mensagem, só para saber o tamanho de seu interesse.
Mulher não te olha mais ou fala, só porque ela precisa mostrar quem manda.
Correto isso? Acho que sim, faz mesmo parte do perfil das mulheres. Todavia desnecessário. O mundo hoje é muito rápido. Tudo muda e reconecta em um plugar de fios, tudo mudou, não vejo essa motivação para ser orgulhosa.

E digo para o homem também. Nós homens temos a falsa sensação de controle. Ela sorriu para gente e pronto caiu na rede. Todos os dois estão fora da realidade se pensam assim atualmente.

Se você esta coçando o dedo para falar com ele pelo WhatsApp, faça isso ué?! Fale, converse, observe a resposta. O mesmo aos caras, tá a fim de ver qual é o lance dela?  Bote o dedo para chamar: diga pelo menos um Oi

Mas, ela te disse que não combina mais, não são compatíveis, ela não gosta de você do mesmo jeito que antes ou do jeito que você precisa; bom de fato não é das melhores situações. Mas e daí? Desde que nenhum dos dois esteja em outra relação, o que é burrice insistir em achar que pode desmanchar relações, porque ninguém acaba porque alguém pediu, as pessoas vão para outras relações porque exclusivamente o querem. 

Então foi você que disse isso a ele ou a ela, e agora tá querendo conversar, mas não sabe como se reaproximar? A mesma coisa – vá e converse. Gente! Medo no amor é tolice. A gente tem de ter medo de perder alguém por erros nossos, no mais: vá e chame para conversar. O que não se pode?

- Não se pode ir para ação querendo uma resposta favorável. Só porque acha merecedor ou mudado, não quer dizer que meritocracia é algo de fato a vida leva em conta.
- Não se pode ir para brigar e descontar a raiva. Até pode, eu outro dia disse isso: Vá brigar se quiser, mas vá para colocar todos os monstros para fora que te assolaram e angustiaram dentro. Depois disso peça desculpas e recomece dizendo que sente falta. Se de fato a outra pessoa entender que também errou, ambos se merecem e existe chance.
Faça como minha avó dizia:  você tem sangue nas veias. É um homem ou bago de jaca?
Serve para a mulher atual. Uma mulher moderna sabe cobrir distância e volta atrás quando necessário. Isso de ficar vendo passar, fuçando rede social, observando de longe é coisa de menininha.
Pessoas de coração grande, realizam grandes coisas.
Gente bem resolvida não precisa do outro. Quem inventou isto?
Eu penso que gente bem resolvida precisa de todo mundo. Outro dia ouvi a seguinte frase: “Estou com ele não porque eu precise, mas porque quero. Não sou carente.” Ora, todo mundo é um pouco carente e um pouco alforriado. Parece que precisar de alguém é fraqueza. Pura bobagem.
À medida que vamos amadurecendo, ficando autônomos, independentes no sentir, vamos percebendo que precisar é também uma forma de felicidade. Eu particularmente quanto mais livre fiquei mais precisei do outro. Precisei de amigos para rir das decisões equivocadas que tomei, precisei de amores para dividir a vida. Precisei e quis.
Precisar de alguém é ótimo, é troca no melhor dos sentidos. A autossuficiência exagerada é tediosa. Precisamos de amores e amigos, precisamos inclusive dos ou das ex, são eles quem nos lembram dos caminhos percorridos, erros, acertos e evoluções. O tempo nos ensina a notar delicadezas; detalhes compartilhados.
Sem a percepção do outro nos perdemos em uma linha reta e dura. Saber ficar só não significa não precisar do outro. Na qualidade de seres incompletos que somos, brotamos na presença do outro, com o afeto do outro.
Ter alguém para dividir a preguiça ou a emergência é delicioso; um amor para dividir as implicâncias e o edredom é aconchegar a existência; um ex amor para lembrar a data esquecida ou a velha piada faz parte de saber-se existido.
A existência requer o outro. Há pessoas que ficam, há pessoas que partem, mas ninguém parte ou fica apenas, há sempre um pouco de nós espalhado em lembranças. Somos, portanto, muitos. Ter pessoas enchendo nossa vida e algumas vezes nossa paciência é muito bom.
Nossa vida é composta de imprescindibilidades que desprezamos sem nos dar conta: A ligação da mãe para perguntar se você já almoçou; o colega de trabalho que divide a sua rotina do dia a dia,  a filha que liga para você na hora mais ingrata, o irmão que só lembra quando precisa dinheiro, o que diria os poetas sem as desilusões? A gente
Todos os detalhes importantes e inesquecíveis da vida têm o outro; de alguma forma o outro está. Tem aquele que ficará pra sempre, que ficará por uns instantes ou por um tempo, não importa, todos os detalhes importantes e inesquecíveis da vida, do café ao amor, tem o outro, porque a gente quer e precisa.


quarta-feira, 4 de maio de 2016

Por que você apanha?




Uma postagem leva a outra.
Hoje logo cedo pensei e escrevi sobre um amigo que tentou forçar sexo com uma amiga dele na minha presença. Ela chorava muito de medo e toda trêmula, eu não aguentei e briguei com ele feio com sopapos e tudo. O resultado desse dia: eu sem o amigo e ela voltando para casa com ele, como se nada tivesse acontecido.
Nunca me esqueci do dia que a conheci: rica, más muito rica mesmo. Linda, de fechar rua. Morena escultural. Falava inglês, arranhava musica no piano, mas totalmente melancólica. Quase tinha um ar de tristeza presente. Por vezes entre uma conversa e outra, ficava com o rosto fechado, pensativo.
Entedia que ela tinha várias relações, com vários amigos dela, sendo quase um banquete sexual entre um grupo que se servia da conduta do outro.
Após o dia que ela sofreu o ato forçado sexual, nunca mais a vi. Mas sei que ela mantinha a mesma relação nefasta com esse cara, que um dia já foi um  grande amigo meu.

A pergunta foi e sempre será recorrente: por que apanha?

Ela era linda, inteligente e socialmente repleta de bens materiais.
Isso remete a uma frase de pensador:

"Corpo bonito é aquele que tem uma pessoa feliz dentro dele " 

Parecida com ela, existe milhares nesse mundo. Conheço pelo menos 04 amigas que já me contaram algum tipo de violência doméstica com seus conjugues ou parceiros. Todas mantiveram por tempo prolongado a relação e não se assuste: ainda mantém!

Conheço gente que ainda não se desvencilhou . Logo se mantém perto, como se esperasse uma melhora de caráter do agressor, talvez um milagre. Como sou um grande entusiasta do ser humano e seus comportamentos, não perco o foco em observar as diversas facetas de uma mulher tentando explicar porque se mantém perto, próximo ou tem algum profundo respeito pelo outro. Tem quem até diga que são pelos filhos. Defenda em outros pontos o agressor, ache qualidade morais nele. 

Mas eu digo que não é toda razão confessada. Existe a mentira contada a si mesmo ali.

Existe uma simbiose moral, espiritual, sexual que permeia essas relações, que confundem e excitam os dois lados. E por vezes são continuados na próxima e na próxima relação. 

Com o tempo mina toda e qualquer possibilidade de uma nova relação sadia.

Não é pela beleza. Isso eu já percebi. Beleza não é armadura. Não a impede de escolher mal suas relações e nem entrar em parafuso com essas pessoas doentes. 

Com essa moça da minha postagem anterior, que tinha tudo para escolher quem quisesse, ela não tinha o menor controle sobre seus desejos pessoais, servia-se de outra para dizer o que tinha de fazer. Seja qual plano fosse dela de uma vida melhor, acabava viciado em um circulo tendencioso e destrutivo.

Eu acho que tem gente que se vicia no ato de brigar e fazer as pazes. Pois tem nessa rotina pesos iguais e emoções intensas. Isso é como um paraquedista que precisa das duas fases do salto para viver: o ato de ir ao perigo e o resultado final de chegar ao solo são e salvo. Isso é adrenalina pura.
Faltava a ela e a uma penca de mulheres  uma visão de vida diferente do que seja emocionalmente bom para uma relação.
Passam a gostar de flertar com as emoções perigosas, e acaba por não saber mais sair e tem medo de perder o que sente.
Nem é a pessoa em si ali, presente – o agressor que esta na sua vida que importa mais, mas toda a gama de adrenalina que ele joga para dentro da relação doentia. Poderia ser um homem fantasiado de gorila. A larica já se instalou de uma maneira, que o agressor perde sua identidade e vira uma necessidade de estar presente na vida dela. Cama? Carinho? Acho difícil que isso seja um motivo forte para se ficar.
Tenho a tendência de acreditaque na visão dela  por vezes a vida perde um sentido particular do benefício de se amar e ser amado e começa vivendo relações líquidas tão parecidas o quanto ela achava que tinha  controle, mas nunca teve e nem vai ter.
O porquê se apanha, tem muito dentro de outras perguntas: Porque você não sai? Por que você não se descobre em algo que pode te ajudar? Por que não aceita ajuda?


terça-feira, 3 de maio de 2016

Vai falar com ela





Outro dia eu e um amigo estávamos conversando na praia e ele me confidenciou vontade de retomar um antigo caso de 02 anos atrás. Sua chance de sucesso aparentemente  é de 01 em 100.
Dado o fato ínfimo, eu disse:
-Ué tente!
- Comprei um presente para ela ( disse o amigo)
-Sei que ela gosta muito. Só não sei se ela vai querer me ver ou receber.
Reafirmei: - Vá lá e entrega! Não por medo de levar um não –  disso ninguém morre.
Longe de eu aqui pregar o bam-bam-bam do conhecimento. Escrever é tão fácil, que chega ser covardia eu falar de vida e relacionamentos. Mas uma coisa eu prometi a mim mesmo: jamais escreveria de algo que não pudesse ter feito. E assim tem sido.
Eu mesmo entregaria.
Retruco qualquer um que discorde, pelo simples fato de criticar. A gente nessa vida é o que nasce para ser.
Errados são os que fogem de suas responsabilidades. Ele acima de tudo esta sendo um “ diferenciado”. Tapa de pelica na cara dos acomodados.
Só eu sei o que ele sente, porque nessa vida rasa e curta, se perde muito tempo com orgulho.
Enterrei gente demais para identificar as discrepâncias da razão com a falta de comprometimento.
Meu pai e irmão, ambos morreram de causas não naturais.
Meu pai sempre foi um homem austero em toda minha infância e adolescência. Tive muito respeito, mas por dias eu tive medo também.
Com o tempo, e os anos se passaram,  antes de sua morte, percebia nele uma mudança profunda. Meu pai era infinitamente mais amoroso e emotivo. Tinha comigo aquele mesmo respeito que eu tive com ele, nos tratávamos como iguais, sobretudo com amor. No seu final, nem sabíamos quem era quem na relação.
Com meu irmão não foi diferente. Havia no ar uma áurea nele de paz conosco e com sua família. Entre nós e dado a diferença de idade, sempre o tive como um garoto querendo ser gente grande; e de fato foi assim nos últimos dias nesse mundo. Cresceu e evolui significativamente ao ponto de podermos sorrir e conversar por horas sem entreveros.
E pensando hoje depois de tudo ocorrido, percebe-se um tom de despedida nas pessoas. Principalmente quando parece que sabem de sua partida. O espírito se enternece, de maneira relevante nas coisas realmente que importam.
Passa a viver para os reparos do coração.
Então por que esperar que se chegue nessa hora para agir?
Eu só tenho remorso pelo engessamento: meu e de muitos.

Ela te faz sorrir quando estão bem?
- Sim, faz!

Olhei nos olhos dele e mandei que mandasse o medo para puta que o pariu. Só se vive uma vez essa vida, para ter medo de dizer a uma mulher que você errou e quer de volta uma chance. Que se exploda as razões que dizem todas contrárias. Amigos, livros e textos que pregam a utopia de se amar sozinho primeiro. Foda-se, que me permita à liturgia, sujar o texto. Ou se age pelo que se acredita ou se morre tentado, até que se esgote  todos os clamores. O que não se pode é morrer por inanição da sede de sentir-se vivo e amado. Não prego romantismo. Até porque as chances são claras, todas contrárias a ele; e para os que se deleitam em ver os outros se dando mal, eu digo que é gente digna de pena.
O que penso da vida hoje não é exatamente o que pensava quando moleque óbvia a gente amadurece e aprende – ou então faz como tanta gente adormece na cama e nos sonhos de criança. Não cresce.
Quantas vezes  eu olhei todas as pessoas, principalmente quando estou rodeado de muita gente, como numa câmera lenta, via, mas não ouvia, meu olhar se perdia querendo entender por que estava ali, que sentido tinha a minha vida, a minha existência?
Quando era criança, quando me sentia um alienígena nesse mundo, me escondia dentro do guarda-roupa, ou debaixo da cama, era tão reconfortante me sentir sozinho e sem ser achado… Eu tinha meus Playmobil. Juro que extraia  tanto deles - todas as emoções. Meus bonecos e meu forte apache... Doce ilusão... Mas a gente cresce e tem que enfrentar a vida.
Entender a vida é talvez a coisa mais difícil desse mundo. São tantos projetos envolvidos, tantas pessoas, tantos sonhos, tantas desilusões, tantas aventuras… Tornamo-nos atletas de cair e levantar, algumas vezes saímos ilesos; na maioria, não.
Até agora aprendi que viver é um jogo de ganha e perde. Ganhamos aqui, perdemos ali. Toda decisão estará vinculada a ganhar e perder algo. Só isso explica tanta gente sem atitude! Só isso explica porque as pessoas desistem de um amor verdadeiro, de realizar um sonho, de acreditar em si mesma ou de ser apenas felizes!!!

Sobre essa foto




Eu confesso que não sou dos melhores que descrevem a natureza e seus encantos
Sei que tem gente que fica paradão pela natureza. Tem como válvula de escape. Captando e coabitando  energia para seu dia a dia.

Eu aceito minha falta de talento numa boa. Eu logicamente aprecio a natureza e descanso minha mente assim como um albatroz plana acima do mar e das correntes eu deixo os pensamentos fluírem livremente, talvez na crença que na sua volta, tornar-se-ão mais leves.
O mar trás lembranças
Move sentimentos
Lembra alguém

Assim diria o contemplador na sua mais profunda forma de contemplação da vida

Todavia eu desço do céu para fincar meus pés descalços e ralados do tempo e dos tropeços, para prestar atenção no “em torno”, no que circunda minha volta e meu umbigo. Tento olhar para as razões porque tal pessoa é boa e outra não. Porque sou bem quisto por uma e repelido pela outra. Uso desses momentos para inflexionar minhas dúvidas e acabo esquecendo essa razão de contemplar a natureza. Não tenho inveja não... Sei que cada um faz seu mantra pessoal.

Eu sou apenas um daqueles que não pula sete ondinhas e nem acha o sal do mar bom para “descarrego”. Meu religioso vem do meu silêncio do quarto e na conversa sincera que tenho com Deus. Por sinal é de pai para filho. Com direito as críticas dos dois lados. DRS paternal.

Talvez seja esse o motivo que não pego da natureza suas energias. Penso que o homem naturalmente precisa de muito mais consciência de si e de suas responsabilidades para com o outro, do que ficar trocando fluidos com a mãe natureza.

A gente declama poesias com o mar e desconta na vida nossas frustrações.
Lusifica as noites, romantiza a lua, descreve as estrelas, e esquece-se de amar a mulher ao lado ou o homem dedicado.

Perde-se tempo na verbalização do lúdico, enquanto no praticado é quase nulo. Tenho cá com meus botões, diria o sábio Camões ,  ressalva enorme com tudo isso.  

Estou meio que cansado com a disparidade de informações das pessoas.

Tem gente que diz uma coisa, mas pensa outra, sente uma terceira e faz uma quarta. Acontece muito. Quase sempre, o que uma só pessoa diz é diferente do que ela faz que por sua vez é diferente do que ela pensa que é diferente do que ela sente. Mas essa é outra história. Talvez para outro texto sobre os indiferentes a tudo. Começaria um texto com a chamada: Os auto coveiros e suas covas rasas.
Enterram-se em covas tão profundas que se perdem em tempo e no esforço depois para se acharem dementes de espíritos e sozinhas - talvez solitárias em túmulos abertos, sem para quem os orem com agrado.
Viveram de contemplar quadros demais. Esqueceu-se de valorizar a vida e as pessoas.
Triste natureza que não nasceu para gente assim...