Se você não expulsar a raiva, ela caminhará contigo a vida toda. A raiva é um veneno, mas é você que decide alimentar-se dele. Ninguém pode tirar de dentro de você. Raiva guardada é cofre de mágoas. Raiva que se estende além do hoje tira somente a sua paz, de mais ninguém. Ser feliz é não ser de mais ninguém... Só podemos contar conosco para tudo. Até um certo ponto da vida, amamos aquém do nosso limite, depois, devemos passar a doar em frascos...uma gota para cada dia de sonhos. Então, para que raiva? Não deixe que a dor seja companhia, não de todas horas. Aprender a dedicar um estudo de paz interna. Assim temos o que de bom surge nas entrelinhas e nos hiatos que a vida nos proporciona. Não seremos de um todo felizes, só nas pausas...
Crônicas do dia a dia, frases, pensamentos e curiosidades
sábado, 7 de dezembro de 2019
quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
Eu discordo veemente do desleixo.
Outro dia, uma conhecida, apresentava seu marido a mim, logo de cara dava para notar que o sujeito cheirava a cachorro molhado, ou roupa suada e re-usada. Sabe aquele cara que poupa banho, com a desculpa " Nem transpirei muito hoje"! Pois bem, era de notar o descuido pessoal do cara, ainda vai lá que ele goste assim, mas a esposa se acostuma também e embarcam juntos no desleixo. Deixa de usar perfume, para encher a prateleira de sabonete. Usa rolinho, como se só ele fosse o bastante para afastar a impressão que abandonou a vida. Unhas quebradas, esmalte pela metade, calcanhar de amolador de alicate. É o marido fedendo e a outra usando calcinha furada. A beleza pode compensar pela foto, não no dia a dia. Juntos cultivam uma relação abusiva. Um já está estragado e o outro quer se estragar também
Saiba chorar
Se você achar importante sorrir, pois saiba: chorar é um começo. Só chorando é que a gente sabe valorizar o sorriso. Muita gente engole o choro para depois morrer sufocado.Não é sinal de fraqueza! Foi só uma pausa! Não por nada, mas por tudo que nos afeta profundamente. A gente precisa molhar a retina para lavar a alma. Descobrir na colisão dos pensamentos a força para ressurgir de novo. Chorar pela razão certa para aprender não errar mais. Sorrir pelo sorriso nada mais...
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
Felicidade em doses...
Da tal felicidade...
Ouço muito sobre ser feliz.
Mas, felicidade é uma fração do tempo. Diluída em pequenas etapas ao longo da vida. Não encontramos felicidade em um beijo de esquina, porém pode ser que também exista. Não podemos mensurar, aprisionar, garantir a felicidade. Ela só existe, ponto! Dentro ou fora de nós...seja por um capricho ou destino, ela pode ser grande ou pequena, encontrada em uma fragrância ou lembrança.
Ouço muito sobre ser feliz.
Mas, felicidade é uma fração do tempo. Diluída em pequenas etapas ao longo da vida. Não encontramos felicidade em um beijo de esquina, porém pode ser que também exista. Não podemos mensurar, aprisionar, garantir a felicidade. Ela só existe, ponto! Dentro ou fora de nós...seja por um capricho ou destino, ela pode ser grande ou pequena, encontrada em uma fragrância ou lembrança.
Simpatia...
É o prêmio para quem desejava ser miss e não conseguia. Eu prefiro ser essencial do que só simpático. Prefiro ser lembrado pela sinceridade com que discorro sobre os fatos da vida, do que tido como sem personalidade. No máximo do esforço, a gente pode tentar ser simpático à todos, mas vai fracassar na falta de outras qualidades. Não se consegue satisfazer a vida sendo só uma coisa. Prefiro ser amável com quem precisa. Cordial com quem preserva minha amizade. Generoso com quem não abre meus segredos e amigo dos que quando estão na pior ou na melhor, partilham comigo da fidalguia, sem me criticar por trás. A vida pede que sejamos só nós mesmos, sem precisar bajular ninguém.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2019
Na maior crise de peste negra da história, o governo francês baixou um decreto para recompensar quem capturasse um rato. Durante os primeiros meses, houve uma queda nos números de mortes pela peste, todavia, dois anos depois, a peste retornou com maior força e Paris foi considerada a capital dos ratos. O problema? A população começou a criar ratos em casa para vender.
Assim é um povo que não assume seus erros. Só pensa individualmente. Povo desonesto, criam políticos desonestos. Mentes individualista, tornam-se perseguidores, inquisitivas e soberbas.
Não aceite com passividade pessoas que não possuem autocrítica.
Vá para uma festa, mas não fique sóbrio por muito tempo.
Agora entendendo por que a sobriedade numa festa é uma coisa rara. A maioria não vai para celebrar, vai para espiar os outros, criticar o modo de vida, saber como e quando... Existe uma plateia que se destina a ser pedra na vidraça alheia. Talvez a bebida realce a vontade de dizer ou fazer as coisas de forma mais exaltada do que a sobriedade permitiria. Ou, talvez seja a forma como as pessoas esquecem as suas vidas e seus problemas pessoais para se focarem em resolver as dos outros – já percebeu que a mais animada tem resposta para tudo? Núcleos vão se formando em ilhas sobrepostas de bebidas de todos os tipos, apadrinhados e mais chegados se aglutinam para conversarem, o espaço fica ocupado pelas pessoas que realmente são importantes para elas. Nenhuma cadeira é cedida, se não faz parte daquele grupinho social formado. Tudo tem um por que, nenhum sorriso é dado de graça, ao menos que seja para puxar algo, saber de alguma novidade. Ter um sóbrio é sinal de problema, ao menos para o sóbrio, porque ele só tem duas opções: arriscar se envolver - se defendendo dos excessos dos outros, porque eles vão depois dos primeiros goles, tomar coragem e dizer ou afirmar coisas nas quais não sabem sobre você ou cochichar de algum feito seu. A oura opção é você se torna um surdo e mudo ao ambiente e fingir que não enxerga este mundo se desenrolar à sua frente. Não me admira que a maior gentileza e a maior agressão veem das pessoas que saem do seu estado normal para os excessos, quando tudo parece que é permitido.
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
O ciúmes de um sociopata.
Antes de achar "fofo" eu acho terrível, a verdadeira visão do inferno na Terra. Mesmo que tenha um bocadinho de graça na forma como ela fala com o marido, seus ciúmes e suas ameaças não são aceitas em uma relação saudável. Se você vive algo assim, sinto muito te dizer: Não existe o menor motivo para ficar. Sem essa de "Deus uniu no céu! Deus não escolhe por nós, nossas relações são frutos de nossas escolhas e nossos interesses. O que mais irrita é que diversos casais se formam por vínculos onde o sentimento e a liberdade não são nem mesmo conversados antes, mesmo sabendo que essa visão de futuro é muito provável. Seja por carência; seja por promessas de um cuidar do outro... As intenções não justificam esse fim.
Se entrou no campo das ameaças, já era!
Se entrou no campo da perseguição, monitoramento, já era!
Se entrou no campo da chantagem emocional, de filhos, de presentes ou coisas que serão usadas para jogar na cara do outro, também já era!
Eu mesmo não gosto nem de indiretas nas redes sociais, quiçá um papo sinistro desses, nem por brincadeira. Quando leio uma indireta eu já perco o tesão, quem dirá ter ao lado um poço de ciúmes, loucura, obsessão. Sabendo como é no mundo aqui, isso espiritualmente é bem pior. Uma pessoa que tem o campo aberto para receber influência do mau, não tem a menor opção de melhora.
Deus me livre dessa gente!
Se entrou no campo das ameaças, já era!
Se entrou no campo da perseguição, monitoramento, já era!
Se entrou no campo da chantagem emocional, de filhos, de presentes ou coisas que serão usadas para jogar na cara do outro, também já era!
Eu mesmo não gosto nem de indiretas nas redes sociais, quiçá um papo sinistro desses, nem por brincadeira. Quando leio uma indireta eu já perco o tesão, quem dirá ter ao lado um poço de ciúmes, loucura, obsessão. Sabendo como é no mundo aqui, isso espiritualmente é bem pior. Uma pessoa que tem o campo aberto para receber influência do mau, não tem a menor opção de melhora.
Deus me livre dessa gente!
sábado, 23 de novembro de 2019
O Menino que falava com seus sonhos.

O Menino que falava com seus sonhos.
Eu era garoto, estudava em uma escola pública na capital de SP, e como filho de nordestinos, sofria bullyng diário, uma condição que te tornaria no futuro forte ou fraco, não há meio termo. Eu sofria muito, mas mesmo assim haviam meninos que sofriam mais, alguns estudavam comigo, partilhavam dos mesmos problemas e das mesmas condições, mas um em especial... Era o Renatinho. Ele era órfão de pai e mãe. Só conviveu com a mãe até os cinco anos; o pai nunca viu, e a avó era tudo que ele tinha. Cada dia que a gente ia para escola, eu me sentava ao lado dele ( carteira à carteira ). Eu conversava muito em sala de aula, muitas vezes repreendido, mas ele não! Nem por isso eu era menos estudioso e nem por isso ele menos capacitado. Mas, confesso que em época de provas, eu estudava e me preocupava com ele também, até porque, ele era muito tímido... A gente saía no intervalo para brincar, ele jogava bola, corria conosco, mas só dizia algo, se você puxasse assunto; e mesmo assim terminava no momento que não tivessem mais perguntas.
Eu sabia da sua história, porque na hora do lanche, eu abria minha lancheira e dividia meu pão com ovo cozido e café com leite. Neste instante, ele fitava o horizonte, como quem quisesse buscar na memória uma sensação gostosa, um perfume ou mesmo a voz de quem lhe fora muito caro em sua curta vida - dava para sentir no peito, cada segundo do seu silêncio. Eu que também me sentia solitário a maioria das vezes, não me sentia tão triste, como olhar daquele menino. Uma criança sem imaginação será um adulto amargurado para todo sempre.
Cansamos de estudar juntos e tirarmos notas parecidas, competíamos como verdadeiros rivais pela atenção dos professores, ano após ano no primário, mas nunca brigávamos. Se tivesse pão com ovo para dividir com ele, tudo bem... Se não tivesse, tudo bem também! Sua avó era bem pobre, e não dava para dar a ele quase nada, mesmo assim, não reclamava da vida, por sinal - nunca o via reclamar! Contei nos dedos o sorriso que nascia de seus lábios. Muitas vezes era ao fazer um gol e toda molecada corria para abraçá-lo, interagindo com ele, como quem premia alguém com uma medalha de honra. Para ele, esta era a sensação que o mantinha inserido no contexto da sua infância, vibrava a cada vez que alguém dava dois minutos de atenção, para muitos outros dias de total ostracismo. Renatinho desenhava nas paredes do muro da escola seus pais, de longe eu respeitava a cena, mesmo eu sabendo pouco da vida, muito pouco mesmo - eu compreendia que ele estava imaginando como quem voa alto em seus pensamentos, assim como eu em minhas muitas horas de solidão na rua, compreendia o valor de seu gesto, de seu desenho e sabia que ali ele conversava com pessoas imaginárias, tão imensamente importantes para ele, tanto quanto o ar é para nós respirar, falar com seus pais era seu motivo de alegria.
Os olhos do demônio! Final da Novela Maria da Paz

A Globo no final da novela resolveu ironizar os evangélicos, lançado a dúvida no coração das pessoas aos que dizem serem convertidos. Eu sou espiritualista/budista, estudo a doutrina budista algum tempo, uma doutrina de 5 mil anos, que avalia os dois mundos e suas interações. Respeito profundamente a opinião religiosa de cada um, até dos céticos que são mais racionais que alguns ditos "religiosos".
Mas, o demônio existe? É desta forma? O demônio é uma caricatura, criada há muitos anos pelas pinturas dos grandes romancistas e escritores que eram pagos pela igreja para dar ao povo uma forma física e representativa da figura do demônio. Mas, não quer dizer que espíritos, obsessores, bestiais não existam. Todavia, foram todos humanos. E, consequentemente assumem a forma que quiserem para trazer medo. Mas, entidade alguma tem o poder de possuir alguém ao ponto de fisicamente mudar sua fisionomia. Alguns médiuns antigos ou pessoas sensitivas são capazes de ver esses olhos quase parecidos como essa figura que a novela resolveu mostrar, todavia eles estarão vendo a entidade que está próxima, quase sobreposta ao hospedeiro. Não a pessoa em questão transformada. Mas, denota muito tempo e muita energia para que isso aconteça de fato, até mesmo para essas entidades, exercer uma influência assim, se tornaria perigoso destruir o hospedeiro, porque eles precisam de nossa força para se alimentar e Josiane fosse uma pessoa real, estaria possivelmente muito doente e acamada. Endemonizar as pessoas através da religião é um tiro no pé, porque as entidades do mal, não precisam que você creia nelas, que você tenha fé, nada disso.
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